Tigre e o Tren de la Costa

A uma hora de comboio de Buenos Aires chegamos a Tigre. Nesta cidade o rio Paraná forma um delta sendo uma atração “quase” obrigatória na região de Buenos Aires. Dizemos “quase” porque não ficámos maravilhados, à semelhança de Rosário e os passeios às ilhas do rio Paraná.
A viagem pode ser feita de autocarro ou de comboio. De comboio pode ser feita em duas linhas, uma com destino Tigre, regular, e a linha Mitré que se liga ao tren de la costa com destino Delta, pela Avenida Maipú. Se forem no comboio regular é mais barato e não precisam de trocar de comboio. O tren de la costa parte de Maipú e chegam a Bartolomé Mitre no comboio normal e depois é só atravessar a estação até à Avenida Maipú, bem identificada. Ambas as opções têm como origem a estação de Retiro em Buenos Aires. Para cada lado, o percurso regular custa 10 pesos pagos cartão SUBE, o outro custa 11,5 pesos até Mitre, também com cartão SUBE, e 20 pesos, tarifa para estrangeiros, a partir de Maipú no tren de la costa, pagos numa bilheteira na estação.
Escolhemos o percurso do tren de la costa porque nos tinham dito que era bonito. Hum! É interessante, mas não vai sempre pela costa e não ficámos deslumbrados. O ideal é fazer apenas um percurso neste sistema e no outro optar pela via normal, porque as duas estações são bastante perto.

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O que fazer?
O Tigre tem um casino, um parque de diversões e aquático, um mercado de artesanato, a zona de passeios turísticos, uma chinatown, alguns museus e monumentos no centro e uma zona de caminhada pelas margens.
Não fomos ao casino nem ao parque de diversões. O parque não nos pareceu caro (457 pesos) e não nos achámos no dresscode adequado para uma visita ao casino. Também não andámos pelo centro da cidade porque fez mais sentido passear junto à margem.
A cidade oferece vários passeios turísticos de lancha ou catamarã no rio. Tem que se ter cuidado e paciência. Cuidado, porque eles anunciam um percurso que atravessa cinco rios, mas depois vendem uma opção mais barata e mais curta. Paciência, porque os preços variam entre os quiosques das duas margens do rio, mesmo quando são da mesma empresa. Vale a pena girar todos os quiosques e ir perguntando. Fizemos o passeio de uma hora em catamarã grande (130 pesos), mas devíamos ter feito o de lancha (100 pesos). O catamarã grande faz um terço do percurso, atravessando o rio Sarmiento até à casa museu (a casa encontra-se numa redoma de vidro e foi dum antigo presidente) e regressando exatamente pelo mesmo percurso. Só encontramos uma vantagem, não precisas de estar atento às duas margens, porque no regresso vês o outro lado, se não mudares de lugar, claro. O passeio de lancha faz um percurso pequeno, circular, sem necessidade de regressar pelo mesmo caminho.
As margens do rio estão cheias de casas particulares, alojamentos e escolas de kayak, e vimos algumas praias fluviais. A casas são engraçadas, sempre em madeira, algumas em bom estado, outras mais abandonadas, mas quase todas com um cais e elevador particular para os barcos. O passeio é interessante, mas até deu para embalar a Raquel uns minutos.
A chinatown é um pavilhão dedicado à culinária e artigos chineses. Encontram lá sushi, pad thai, bolinhos da sorte, artigos de eletrónica, quinquilharia e massagens.
O antigo mercado das frutas (puerto de frutos), transformado em mercado de artesanato, é a confusão total. Estão a ver Lisboa em noite de santos populares? Albufeira em agosto? É parecido. Gente por todo o lado e barraquinhas que vendem todo o tipo de produtos e alguns petiscos. O mercado já cresceu tanto que invade as ruas adjacentes aos limites do porto.
Também se pode passear pelas margens do rio, muito mais calmas, relvadas, ótimas para fazer uma sesta ao sol ou um piquenique.

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Onde comer?
Tinham-nos dito que era brutalmente caro, mas não achámos. Encontrámos preços parecidos com os de Buenos Aires. Até descobrimos que o valor cobrado pelo hostel no BBQ para o choripan era demasiado alto. Há sempre muitas opções acessíveis, desde as cadeias de fastfood até à Chinatown. Nós levámos almoço e parámos numa zona relvada para comer, o que é sempre saudável, barato e agradável.

Vale a pena?
Quem fica em Buenos Aires vários dias pode e deve ir ao delta para mudar de ares. Umas estações antes têm praias fluviais e percursos para caminhar ou andar de bicicleta ao longo do rio que também nos pareceram interessantes. Um conselho para quem não gosta de confusão, não vão ao fim de semana e evitem a romaria.

365 dias no mundo estiveram 7 dias em Buenos Aires, de 26 de Fevereiro a 5 de Março de 2017

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Cemitério da Recoleta

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