Guia do Valle da Muerte em bicicleta – Atacama (Chile)

Em tour, este destino é feito em conjunto com o Valle de la Luna, que estava fechado no dia em que visitámos, devido ao censo. É possível visitar ambos de bicicleta a partir da cidade e é recomendado deixar o vale da lua para o pôr-do-sol.

O tour poderá custar entre 8.000 e 50.000 CLP (11€ a 67€), dependendo da agência e serviço, e terão de pagar também 3.000CLP (4€) de entrada no vale da lua. Algumas das paragens são a rocha “Tres Marías”, o “Valle de los Dinossaurios” e o “Cañón de la Sal”, antes da paragem para observar o pôr-do-sol no vale da lua.

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No nosso passeio de bicicleta, saímos perto da hora de almoço, portanto comprámos empanadas para comer quando chegássemos ao destino. Alugámos as bicicletas no hostal da Carrie e da Sophie (a Carrie que foi connosco ao tour mapuche em Pucón – Hi Carrie!). Com muita sorte, lá ficamos com as últimas 4 bicicletas disponíveis. Cada uma incluía um colete e um capacete, tendo custado 4.000 CLP (5,4€), por bicicleta, para meio-dia.

Podem acompanhar o percurso com o nosso mapa personalizado.

A maior parte do caminho de ida é feito em estrada asfaltada e a subir (cerca de 7,5km). A entrada para o Valle de la Luna fica à esquerda e está bem identificada. Mais à frente, do lado direito, vão ver indicado o Valle de la Marte (é muito comum encontrarem os dois nomes). Nós usámos essa entrada como saída e entrámos mais à frente. Junto a esta entrada vão ver sinalizadas as ruínas pré-colombinas de Pukará de Quitor. É provável que se pague entrada, tendo visto sites que referem 5.000CLP, pois, mais uma vez, os terrenos são propriedade de comunidades da região, neste caso a Ayllu.

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No caminho até à “nossa” entrada do vale da Morte existe um miradouro onde parámos para almoçar. Estava vento, tanto que tombou uma bicicleta e o capacete do Tiago voou pela encosta e ele teve de se aventurar para o ir buscar. Desse miradouro conseguem ver o caminho para o vale da lua. Depois deste miradouro, junto à estrada principal, encontram outro, também à esquerda, o Mirador de Kari, onde se encontra a famosa Piedra del Coyote.

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Continuam pela estrada asfaltada até à entrada do vale da morte à direita e, a partir do momento que se vira para o vale, tudo muda. A paisagem é brutal, diferente, imponente, e deixam de ver autocarros, carrinhas ou carros ligeiros. Por um lado, parece diferente de tudo o que já vimos, por outro lado, parece familiar e faz lembrar paisagens de filmes em marte. A vantagem de termos visitado em dia de censo foi de praticamente termos este espetáculo só para nós. Estamos os três (a Sophie desistiu a meio da subida) sozinhos durante grande parte do percurso inicial e só nos sai um “Isto é espetacular”. Caminhamos e pedalamos no meio de dunas gigantes, ótimas para fazer sandboarding, daí cruzarmo-nos com um ou outro turista com prancha. Este passeio foi o que mais gozo nos deu na cidade por o fazermos sozinhos, ao nosso ritmo, sem enchentes. É um vale ventoso, sentem a areia a bater-vos na cara, mas isso não interessa nada quando olham para os dois lados e vêem “montanhas” de areia. O percurso pelo vale são cerca de 5km.
Pensando bem, ou sendo completamente sinceros, talvez o vale também estivesse fechado, mas isso não nos impediu de aproveitar. Há umas cancelas nas duas entradas que estavam fechadas a cadeado, mas como era possível passar pensámos que era normal, apenas um obstáculo para veículos.

No total, se fizerem um percurso circular a partir da rua Caracoles, conforme o mapa, percorrerão cerca de 15km, com algum grau de dificuldade pela subida inicial e pelos 2.400m acima do nível do mar. No entanto, com calma, bastante água e alguns snacks, faz-se relativamente bem. Nós demoramos cerca de 3 horas, com direito a muitas paragens.

O final de dia/noite foi passado no circo do aeroporto para tentar alugar carro, que já tínhamos referenciado aqui, mas também não havia muito mais para fazer de forma independente na cidade. Quando o dia não corre bem, não corre mesmo bem. Temos os dois uma forte tendência para nos “passarmos”, principalmente se soubermos que o que nos dizem não faz sentido nenhum. Como é que o funcionário da Europcar que é responsável pelo escritório também da Keddy, empresa da qual tínhamos a reserva, diz que não sabe onde estão os carros nem onde se guardam as chaves? Diz que não sabe se há carros disponíveis porque essa informação é recebida todos os dias em forma de lista. E uma pessoa pensa que provavelmente o carro se teletransporta sozinho da garagem secreta até ao parque do aeroporto quando necessário. Vendo o lado positivo, o funcionário fez o favor de nos deixar no terminal de autocarro para que pudéssemos chegar ao Atacama, poupando o custo do táxi. Tivemos de ir a três empresas diferentes até encontrar uma que ainda tivesse autocarros nessa noite, e mais uma vez chocámos com a incompetência do funcionário que atende ao público. A funcionária vendeu-nos bilhetes para o autocarro que sairia duas horas depois, sabendo que em meia hora teria outro autocarro que, por circular atrasado, já não aparecia na lista de emissão de bilhetes. Ainda tentámos, em vão, fazer a funcionária assumir o erro e cancelar os primeiros bilhetes, mas sem efeito. Conseguem perceber porque é que o dia do censo foi para nós quase um dia para esquecer? Exceto aquelas horas no vale a pedalar, tudo correu terrivelmente.

365 dias no mundo estiveram 3 dias em San Pedro de Atacama, de 18 a 22 de Abril de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: caro
Categorias: paisagem, natureza, aventura, deserto, montanha
Essencial: Geysers del Tatio, Tour Astronomica, Lagunas Escondidas de Baltinache, Valle de la Muerte, Salares de Atacama e del Tatio, Piedras Rojas, Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Termas de Puritama, Valle Arco-iris, Vulcão de Licancábur, Valle de la Luna
Estadia Recomendada: 4 dias (para fazerem todos os pontos de interesse em carro próprio) ou 1 semana para fazer em tour

Mais sobre o Atacama:

Deserto do Atacama – Fomos enganados mas aprendemos os truques

Space Tour do Atacama

Lagunas escondidas de Baltinache

Geysers del Tatio

Guia – Como escolher o melhor tour e agência para o Atacama

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