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DIA 2 – SALAR DE UYUNI – MONTANHAS DE ROCHAS (BOLÍVIA)

O segundo dia já é centrado em formações rochosas e vales. Voltamos a ser crianças e tentamos encontrar formas nas rochas como fazíamos em crianças com as nuvens.

Conforme prometido, depois do primeiro dia descrito ao pormenor aqui e do resumo geral das recomendações e o que levar, aqui, vamos avançar para o dia 2 do tour ao Salar de Uyuni.

Dia 2, Salar de Uyuni – Montanhas de Rochas

O segundo dia começa com um pequeno-almoço que inclui chá, café, chocolate-quente, panquecas com doce e doce de leite. O Eme impinge-nos logo as folhas de coca para aguentarmos a altitude, visto que alguns de nós passaram mal a noite. Depois vamos explicar como se usam.

Este dia é mais dedicado a formações rochosas. Parámos na pedra copa do mundo, nome que o Eme lhe dá porque diz que parece a taça dos mundiais, e depois vamos até à pedra camelo. E esta é evidente, é mesmo um camelo. Vemos vários turistas de outros grupos encontrarem formas de montarem o camelo para a foto perfeita. Nós optámos por não arriscar, era alto, sendo necessário ajuda do jeep para trepar.

Lembram-se quando somos pequenos e olhamos para o céu e vemos nas nuvens objetos conhecidos? Aqui, na “cidade” de Itália Perdida, nome dado à zona rochosa, faz-se o mesmo. Olhamos para as rochas e tentamos encontrar comparação com algo familiar, desde o camelo, a taça, até a personagens de Charlie e a fábrica do chocolate.

A seguir fomos a mais uma lagoa, a Laguna Vinto, onde vimos os nossos primeiros lamas a meia dúzia de metros. Os lamas estavam a pastar junto à margem do lago e podíamos passar junto deles para os fotografar. Estes lamas, como se vê nas fotos, têm “brincos” de cores que servem para identificar os donos.

Salar de Uyuni dia 2

Visitamos depois o Valle de Rocas, onde almoçámos. Neste vale o jipe passa entre muros naturais de rochas e termina numa zona verde, onde fica estacionado enquanto nos aventuramos pelas rochas para descobrir outros caminhos e procurar animais. Entre rochas encontra-se a Laguna Negra, uma lagoa de água escura. O Eme deixa-nos aí e vai preparar o almoço enquanto seguimos caminho. Vemos os biscatias, uma espécie de coelho andino e, claro, muitos lagartos e patos no lago. Voltamos do passeio e temos à nossa espera empadão de cogumelos, arroz, atum e salada. De sobremesa maçã e chupa-chupas, voltámos a ser crianças!

Salar de Uyuni dia 2
Salar de Uyuni dia 2

Durante a tarde parámos no miradouro de um enorme canhão, o Cañon de la Anaconda, e na cidade “perdida”, Julaca, com uma estação de comboio que parece desativada, apesar de o Eme dizer que a linha continua a ser utilizada para comboios de carga. Hoje, habituados à altitude, já nos é “permitido” beber álcool. Sentamo-nos numa esplanada de um tasco e experimentamos várias cervejas locais, cada uma com a sua particularidade, umas com folhas de coca dentro, outras de trigo ou quinoa. E assim ficamos, qual filme americano, sentados à porta da loja, numa cidade vazia saída de um “western”, a beber cerveja no deserto, já às portas do salar.

Salar de Uyuni dia 2
Salar de Uyuni dia 2
Salar de Uyuni dia 2

Nesse dia dormimos num Hostal de Sal (Don Carlos) e somos os únicos clientes, divididos em três quartos. Aqui já estamos todos mais entrosados no grupo. Já brincamos vezes com aquele tom de gozo que só permitimos a amigos, já partilhamos garrafas de vinho e as nossas histórias de viagem. Esta intimidade agora criada vai ser precisa no dia 3, dia em que o salar do Uyuni pede paródia e capacidade de nos rirmos de nós próprios para criar aquelas fotografias que têm tanto de fantásticas como de ridículas.

Salar de Uyuni dia 2

O dono do hostel foi fantástico connosco, deixou-nos utilizar todas as tomadas (não há nos quartos) e ofereceu a primeira garrafa de vinho da noite (a segunda foi oferecida pela Jin). Jantámos frango e batatas assados no forno, com arroz e sopa de legumes. Dormir num edifício de sal tem a sua graça, ficamos sempre na dúvida de como serão feitas as construções, tocamos nos blocos de sal, procuramos vestígios de materiais mais convencionais, mas não encontramos. Os blocos são cortados no salar e é com uma pasta de água e sal que se unem os blocos, como se fosse uma argamassa de cimento. Têm mesmo mobiliário, como mesas e bancos, também feitos com sal. Claro que estes edifícios são um pouco mais frios.

A aventura continua aqui

365 dias no mundo estiveram 3 dias em tour no Salar de Uyuni, de 22 a 24 de Abril de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: económico
Categorias: maravilha do mundo, paisagem, natureza, aventura, deserto, montanha, vida selvagem, salar

Salar de Uyuni dia 2

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