Isla Santa Fé – Galápagos (Equador)

Chegámos às Galápagos depois de uma tempestade no mar. O mar estava agitado e esta agitação geralmente dura 4 dias, afetando a visibilidade debaixo de água, algo que tentamos gerir junto com a agência, de forma a aproveitar ao máximo as saídas para snorkeling.

Fomos para este tour à Isla Santa Fé num grupo pequeno: 8 pessoas, 4 equatorianas vestidas de uma forma demasiado produzida para um tour de snorkeling, 2 americanas (já falámos nelas, a Stacy e a Casey) e um casal português extremamente agradável 🙂 O tour é operado por uma empresa parceira da empresa do Jorge. Dão-nos o equipamento de snorkeling (máscara, respirador e barbatanas), tem um marinheiro, um capitão e o guia que entra na água connosco. Nós passámos relativamente bem a viagem de barco, apesar da sugestão do grupo das equatorianas, que mesmo sabendo que enjoavam imenso no mar, foram fazer a viagem sem tomar comprimidos para o enjoo, e duas vomitaram quase todo o tempo. Se nunca viajaram de barco com pessoas que estão mal-dispostas, avisamos desde já que é muito difícil manterem-se com o estômago saudável quando alguém ao vosso lado verte as tripas.  Claro que as coitadas das raparigas que enjoaram nem sequer foram à agua (só uma teve coragem de entrar).

A viagem durou mais de uma hora e o melhor local no barco para não enjoar é na popa, nos bancos junto ao motor. O tour começa por abrandar numa zona próxima do caminho para las Grietas para ver Fragatas, uma ave de grande porte (1 metro de comprimento), em que o macho tem um saco gular vermelho.

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Fragata (macho)

Já ao aproximar da ilha Santa Fé o barco abranda para sermos apresentados às aves que estão nos penhascos, mas não ficámos seduzidos, temos de confessar. O guia deu algumas explicações,  como diferenças entre fêmeas e machos.

Fizemos duas vezes snorkeling em grupo. Na primeira vimos vários leões marinhos, uma raia, tivemos aquela primeira sensação de “brincar” com os leões e vimos peixes. A zona era calma, pois ficava resguardada do mar aberto por uma pequena formação rochosa, na zona este da ilha, o que permite um snorkeling calmo e seguro até para quem não seja grande nadador. Enquanto o Tiago filmava alguns leões a Raquel viu um leão afastado que brincava com uma colher de plástico. Isto tem tanto de engraçado como de assustador. Se por um lado percebemos que os leões precisam de pouco para se entreterem, por outro não faz sentido uma colher de plástico estar no fundo do oceano numa ilha deserta, e acaba por ser mais um alerta para a poluição provocada pelo homem. Foi-nos pedido para não subirmos às pedras da ilha porque os leões marinhos são muito territoriais e podem atacar em caso de invasão do seu espaço. À medida que nos aproximamos da costa eles vêm rondar-nos, por curiosidade, não é preciso ir atrás deles.

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Uma raia em primeiro plano e um leão-marinho ao fundo

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Nestes tours não se deverão afastar demasiado do guia, principalmente porque ele sabe o melhor percurso para se verem mais animais e, claro está, por razões de segurança. Algumas vezes o mar está agitado e convém que ele consiga ter contacto visual com todos.

No regresso, o plano era fazer uma paragem para snorkeling e almoço numa baía do lado este da ilha de Santa Cruz, no entanto, devido à forte ondulação, não foi possível chegar próximo da praia. A alternativa passou pela Baía Kennedy, ou dos tubarões. Não encontrámos este nome no Google Maps, mas foi o nome que o guia deu ao local. Nós fomos os únicos a arriscar ir à água outra vez e não se via nada, ao ponto de a Raquel ter sido tocada por uma alforreca sem dar conta. O que fazer nestes casos? A dor e ardência são muito intensas, a solução é lavar com um ácido, sendo vinagre o mais acessível (ou urina, se não existir outra solução).

O almoço foi feito a bordo pela tripulação: ceviche acompanhado de arroz e chifles (banana frita fatiada), com água ou sprite. Apesar de ser uma refeição simples era saborosa.

Se procurarem a ilha de Santa Fé no google verão que é possível atracar do lado norte da ilha e existem dois trilhos, um para ver as iguanas terrestres e outro para ter uma vista panorâmica, portanto é possível que haja tours com estes percursos pedestres. O tour que fizemos custa em média 100 USD/pessoa.

Chegámos à cidade cedo e decidimos desafiar as duas americanas que foram connosco ao tour a acompanhar-nos à fazenda das tartarugas (para partilhar o táxi). Já falámos nisso aqui.

365 dias no mundo estiveram 8 dias nas Ilhas Galápagos, de 19 a 27 de Maio de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: caro
Categorias: natureza, vida selvagem, praia, snorkeling, mergulho
Essencial: snorkeling/mergulho, vida marinha, tartarugas gigantes, leões marinhos, aves

Estadia Recomendada: o máximo que conseguirem (mínimo 7 dias)

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