Isla Pinzón – Galápagos (Equador)

Depois de Isabela fomos à ilha Pinzón, mais uma deserta. Esta ilha fica entre Santa Cruz e Isabela e é das mais pequenas.

O tour foi de 10 pessoas, num grupo mais variado, com franceses, holandeses e alemães. Foi também feito com a mesma tripulação, barco e almoço de Santa Fé, só fomos buscar equipamento noutra agência. Desta vez os enjoos não foram tão fortes, o que acabou por tornar a viagem mais tranquila e agradável.

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As Galápagos têm esta coisa fantástica de em cada ilha existirem possibilidades diferentes. Em Pinzón podem ver pinguins, baleias e mantas, mas, em terra, as tartarugas foram dizimadas há uns anos por ratazanas (comem os ovos) e estão a ser novamente introduzidas, desde 2014, com sucesso. Lemos posts de outros blogues onde alguém dizia como foi fantástico nadar com pinguins. Nós não tivemos essa sorte. Também não vimos as baleias, aliás, segue já um pequeno mau spoiler para toda a nossa estadia nas Galápagos, não vimos uma única baleia. As mantas vimos de longe a saltar, durante viagens.

O nosso percurso começou por passar perto de uma ilha mais pequena onde se encontram as aves. Já lá estava uma lancha e durante o resto do tour encontrámos outros turistas. Depois de ver os pássaros fomos deixados pelo barco numa zona junto a rochedos, a norte da ilha Pinzón. Vimos vários animais, principalmente peixes, mas como o grupo é grande e somos aconselhados a seguir juntos, às vezes há uma sensação de estarmos demasiado próximos uns dos outros e de que a nossa visibilidade é atrapalhada por quem está ao nosso lado. Nunca usámos colete, mas quem não for um nadador exímio como nós 🙂 deve seguir com um, porque o mar pode por vezes estar agitado.

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No segundo mergulho finalmente podemos dizer que nadámos mesmo com leões marinhos.

Os leões vieram ter connosco e enfiaram-se no meio do grupo. Percebe-se que quanto mais jovens são mais curiosos se mostram. Estávamos mais dispersos no segundo mergulho e vimos uma tartaruga a comer, muito quieta. A experiência com tartarugas nas Maldivas foi muito diferente. Nas Maldivas, assim que nadávamos na sua direção o bicho fugia a uma velocidade impossível de alcançar, enquanto nas Galápagos as tartarugas não estão nem aí para os olheiros. Se estiverem a comer continuam a comer, se estiverem a nada devagar, não aumentam a velocidade, sendo às vezes até difícil não lhes tocar quando a ondulação nos empurra contra elas. Nós somos viajantes completamente defensores de não tocar nos animais e não os alimentar, e tentamos ao máximo não promover turismo que provoque sofrimento ou exploração do animal.

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Foi neste tour que a Raquel apanhou um pequeno susto com os leões marinhos, mas ainda estamos para saber quem assustou quem. Completamente distraída, não viu chegar um leão jovem que rapidamente se aproximou dela e surgiu-lhe em frente. Se não conhecem esta faceta da Raquel, podemos explicar que ela dá saltos, recua, grita, quando se vê frente a frente com um animal que não a deixe totalmente confortável. Neste caso, ao ver o leão na sua direção, deu um impulso para trás e o leão assustado com a reação acabou por fugir também. À medida que os dias na Galápagos foram passando esta atitude começou a moderar, ao ponto de ter chegado a ser a única de um dos tours na água com eles.

Depois do almoço houve outro “mergulho”, descemos a uma zona em que a água nos dava pela cintura para ir a terra ver os boobies. Os atobás da pata azul são um dos grandes símbolos das ilhas. As suas patas azuis são utilizadas em rituais de acasalamento, quanto mais azuis forem as patas do macho, mais agradam à fêmea. Os postais das ilhas, as t-shirts, quase todas usam trocadilhos engraçados do nome em inglês. O percurso até terra pode ser feito a nadar ou a caminhar, mas o mais prático é fazê-lo a nado, até para aproveitar para nadar com os tubarões de ponta negra, inofensivos, mas que merecem sempre respeito. Chegados a terra, encontrámos imensas aves, mas também leões marinhos a descansar, uns ao sol, outros escondidos na sombra, que reclamam quando nos vêem muito próximos deles. Há tours que também caminham na zona nordeste da ilha.

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Este tour acaba com o regresso a Santa Cruz, relativamente cedo, permitindo-nos ficar no porto a ver os leões a dormir nos bancos ou as raias que de vez em lá dão um ar da sua graça. Este tour custa em média 110 USD.

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365 dias no mundo estiveram 8 dias nas Ilhas Galápagos, de 19 a 27 de Maio de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: caro
Categorias: natureza, vida selvagem, praia, snorkeling, mergulho
Essencial: snorkeling/mergulho, vida marinha, tartarugas gigantes, leões marinhos, iguanas gigantes, praia, tubarões, boobies

Estadia Recomendada: o máximo que conseguirem (mínimo 7 dias)

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