Isla San Cristóbal – Galápagos (Equador)

Saímos de Santa Cruz cedo. Após revista das malas pagámos o taxi aquático até à lancha rápida e tivemos a sorte de atracar diretamente em Puerto Baquerizo Moreno.

Quando chegámos a San Cristóbal sabíamos que estávamos quase no fim da viagem, os últimos dois dias inteiros nas Galápagos. Aquela nostalgia apoderou-se de nós e tentámos aproveitar ao máximo. Conforme o nosso programa, o primeiro dia foi livre e o segundo dedicado ao tour na Kicker Rock, que dizemos desde já que foi o nosso melhor tour nas ilhas.

San Cristóbal tem a vantagem de ter quase todas as atrações muito próximas do centro. Até o aeroporto fica a uma caminhada de 20-30 minutos, dependendo do peso das mochilas.

O que fazer:

Centro de interpretacion

É o sítio ideal para se conhecer um pouco melhor a história do arquipélago. Tem uma grande função didática, para ensinar habitantes e visitantes a conservar o arquipélago da forma mais sustentável possível. Explicam que o turismo deve ser alterado e as ilhas devem ser mais restritas para que haja um turismo ecológico, ou pelo menos consciente. Fica próximo da universidade, a uma pequena caminhada da cidade, a entrada é grátis, o espaço é giro, mas está a ficar degradado.

Cerro Tijeretas

Depois do Centro de Interpretação existem alguns pontos ótimos para uma vista panorâmica. A vista permite ver o Leon Dormido, ou Kicker Rock. Tem este nome porque é a zona onde as aves com o mesmo nome fazem o ninho.

A vista é espetacular, e permite descer diretamente para a baía que se vê lá em baixo, o Muelle Tijeretas. Enquanto estávamos no miradouro conseguimos ver várias tartarugas marinhas e descemos para nadar com elas.

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Muelle Tijeretas

Depois de descermos a serra para chegar até à baía tivemos a sorte de encontrar dois leões marinhos muito jovens que decidiram brincar connosco e com um inglês. É aqui que temos os nossos melhores vídeos, porque eles se aproximaram imenso da câmara e fizeram todas as piruetas imagináveis. Esta zona é melhor durante a maré cheia, que no nosso caso foi no período da tarde. De manhã, com a maré vazia, descer até à água descalço fica difícil. Na primeira vez estivemos lá sozinhos com o inglês, no dia de regresso decidimos ir outra vez, mas os leões não estavam com vontade de vir ter com turistas. Houve quem fosse para a entrada da gruta onde descansam bater palmas, mas mesmo assim não saíram. Só prova que é um animal que vem ter connosco quando quer.

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Apanhámos no primeiro dia, no fim da nossa visita, um conjunto de crianças em visita de uma escola, que nos mostraram orgulhosas as suas marcas de guerra. Algumas foram mordidas por leões, mas pela forma como gritam dentro de água, presumimos que foi uma tentativa de as calar. É giro ver como neste país as visitas de estudo são até às Galápagos, enquanto as nossas até ao Zoo de Lisboa e afins. Quem pode, pode.

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La Loberia

Fica depois do aeroporto, a uma longa caminhada do centro, portanto geralmente a malta vai de táxi ou bicicleta. Valentes, fomos a pé. O mar estava agitado, o que nos tirou a vontade de entrar, mas vimos mais do que um leão marinho a atravessar as ondas junto dos surfistas.

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Playa Punta Caroloa

Uma praia que está sempre “cheia” de leões marinhos. Tem a piada de se verem os leões esperarem pelos turistas dentro de água, para depois correrem atrás deles, enquanto estes fogem para fora de água. O leão não é um bicho muito gracioso e coordenado com água abaixo do pescoço, por isso quando dizemos correr, estamos a ser irónicos, mas tem muita graça. Falando nestes “ataques” surpresa, ouvimos falar de algumas mordidas, umas tinham deixado marcas, outras tinham sido só avisos. É possível caminhar até ao Farol. Aqui também se encontram muitas iguanas e é um belo local para assistir ao pôr-do-sol.

El Junco Lagoon

Mais uma cratera de vulcão. Há um caminho à volta do lago na cratera, que permite umas vistas fantásticas para o mar. Não fizemos.

La Galapaguera Tortoise Habitat

Mais um centro que protege as tartarugas e permite que sejam criadas de forma controlada, prevenindo a extinção. Não fomos.

Puerto Chino

Uma baía com águas calmas. Fica na zona sudeste da ilha. Também não fomos.

Leon dormido ou Kicker Rock

O nosso melhor tour de snorkeling foi aqui. A empresa era da ilha, parceira da empresa do Jorge. Incluía fato e o almoço era mais composto do que o habitual ceviche.

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Este tour foi feito com uma austríaca que por incrível que pareça percebemos depois que também já se tinha cruzado com a Carry (a galesa que esteve connosco em Puno, San Pedro de Atacama, Tour do Salar e Sucre), um casal de alemães, um casal de americanos, um australiano e dois equatorianos. A Lisa viaja e tira fotos vestida com o traje típico da Áustria para depois colocar no seu blog Hello from the other side. Viaja há mais tempo que nós (agora em novembro também já está em casa) e é completamente apaixonada pela Colômbia, o nosso próximo destino. O australiano está a acompanhar um casal amigo que viaja de barco com os filhos. Já não nos recordamos do valor, mas não fica barato atracar nas Galápagos em barco próprio. Também não é permitido visitar as ilhas sem um guia nacional creditado a bordo.

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O que torna este tour especial? Kicker rock são duas rochas vulcânicas que dizem parecer um leão a dormir (what?), daí o Leon Dormido em espanhol. É uma grande atração para mergulho e snorkeling porque as águas são extremamente cristalinas e é facílimo ver tubarões, peixes coloridos, raias, etc. Havia um grupo que estava a fazer mergulho de botija e outro só de snorkeling. Gostámos especialmente de entre os dois mergulhos nos terem sido apresentados em livros os diversos peixes que por lá habitam e nos ter sido explicado a diferença entre machos e fêmeas. Fez toda a diferença no segundo mergulho. Nadar conseguindo reconhecer nos cardumes os machos e as fêmeas, os peixes jovens dos adultos tem muito mais piada.

Vimos eagle rays, tubarões martelo, um leão marinho adulto e tartarugas marinhas. Foi muito produtivo, mas gelado, as águas são mais profundas e portanto mais frias.

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Depois de almoço atracámos o barco numa praia (Playa Puerto Grande) e fomos fazer praia e caminhar pela ilha (ao gosto do freguês). Começámos por ser picados por uns mosquitos pequeninos que deixavam umas picadas grandes o suficiente para deixar sangue a escorrer nas pernas da Raquel. Esta ilha permite ver Kicker Rock da praia. Estivemos ainda algum tempo atracados na praia, conseguindo conversar com os restantes elementos do grupo para trocas de experiência. Os leões mais jovens vieram ter connosco à praia e a Raquel esteve algum tempo com eles.

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No caminho de regresso foi-nos permitido ficar na proa do barco a apanhar sol, e foi aí que recebemos o lanche. É incrível como houve pessoas no grupo que acharam que como as cascas de laranja são orgânicas não fazia mal atirar ao mar. Achamos que nos cruzámos com uma baleia, mas assim que o barco tentou mudar de direção ela fugiu. Vimos só a água que ela expeliu. Ainda não foi desta… No final, pudemos ir buscar as fotos tiradas pelo guia ao escritório da agência. Este tour custa geralmente 140 USD (média).

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Playa Man

É uma praia pequena próxima do centro de interpretação. É um bom local para encontrar leões marinhos, apesar dos que vimos serem algo violentos.

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Punta Pitt

Para ir a esta zona no norte da ilha é preciso contratar um tour. Aqui encontram-se os atobás de pata vermelha. É feito de barco (não há trilho pela ilha), seguido de uma caminha de 2 km.

 

No dia em que viemos embora demos conta que havia no porto um leão marinho a nadar com uma espécie de coleira à volta do pescoço. Depois de perguntar a funcionários da reserva nacional percebemos que é mais uma vez fruto da poluição. Esse leão enfiou um objeto circular à volta da cabeça quando era mais pequeno e, agora que cresceu, esse plástico começa a apertar. A reserva felizmente também deu conta nesse dia e estava à espera que ele fosse dormir a sesta para o imobilizar e retirar a espécie de coleira.

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A cidade é simpática, aparentemente segura.

Fomos de taxi até ao aeroporto, por causa do peso das mochilas. Na hora do voo percebemos que o nosso voo foi cancelado e recebemos um vale de 120 USD para cada um, lanche e novos bilhetes para Quito via Gayaquill. A nós não fez grande diferença porque tínhamos uns dias em Quito, até temos que confessar que os vales calharam mesmo bem.

Onde dormir:

Mais uma vez, escolhemos um sítio que para ser barato era a uma boa caminhada do centro. A cozinha, para não variar, podia estar mais limpa, mas após três meses de viagem já começa a ser mito pensar em locais onde apeteça cozinhar.

Onde comer:

Almoçámos no Cris, uma hamburgueria sofisticada. Os hambúrgueres eram bons, mas claro que não é o local mais barato da ilha. Em frente a este, na esquina, há um restaurante que serve meriendas e acabou por ser o nosso sítio preferido o resto da estadia, chama-se The Mockingbird.

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65 dias no mundo estiveram 8 dias nas Ilhas Galápagos, de 19 a 27 de Maio de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: caro
Categorias: natureza, vida selvagem, praia, snorkeling, mergulho
Essencial: snorkeling/mergulho, vida marinha, tartarugas gigantes, leões marinhos, iguanas gigantes, praia, Centro de Interpretacion, Cerro e Muelle Tijeretas, Leon Dormido/Kicker Rock, Punta Corola, La Loberia

Estadia Recomendada: o máximo que conseguirem (mínimo 7 dias)

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