Entrada e saída do Equador

Já estamos a ficar especialistas em fronteiras. Já pouco nos chateia, estamos preparados para abrir a mala em qualquer altura, e já não temos grandes planos para o resto do dia porque sabemos que basta alguém tentar contornar o sistema e não declarar mercadorias que podemos ter permanência para várias horas.

Entrar no Equador por terra não tem grande história. Como viram no post do Peru (aqui), o controlo migratório era num mesmo edifício. Depois das malas serem aleatoriamente escolhidas para revista não há novo pedido para lhes mexermos e elas voltam para o autocarro.

No balcão migratório de entrada no Equador a única coisa que nos perguntaram foi o tempo planeado de permanência. Felizmente não nos pedem comprovativos de saída do país, mas temos a data mais ou menos planeada. O edifício era recente, mas quente e sem ventilação, e tinha um posto de turismo do Equador com vários flyers por regiões e mapas. Também era possível pedir à senhora que pusesse vídeos da zona que nos desperta curiosidade. Por azar, ela já não tinha mapas nem flyers das Galápagos, mas deu-nos um geral do país. Deu também para perceber que a grande atração do país continental é Montañita, uma zona de praia e festas, adorada principalmente por malta do surf. Temos a noção que no Equador demos ênfase quase só às Galápagos e o país tem mais para dar. Quem sabe, um dia voltaremos para conhecer o que nos falta.

A saída foi feita por Tulcán, onde chegámos de autocarro. Junto ao terminal há imensos táxis e todos eles sabem que o destino preferencial é a fronteira. Há quem fique um pouco antes de seguir de táxi para a fronteira, para almoçar, ir ao WC, etc. Nós apanhámos um táxi até à fronteira por 3,5 USD, que nos deixou do lado equatoriano. Aí dirigimos-nos para a fila, que tinha pouca gente, apenas um grupo de turistas a viajar de mota. A bagagem deve ficar fora do edifício ou, no caso das mochilas, pode ir às costas, desde que nos deixe com as mãos livres. Havia vários balcões, só perguntaram se íamos para a Colômbia, e colocaram o carimbo no passaporte, sem complicações nem revistas.

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Não é a primeira vez que vemos nas fronteiras vários cartazes: alguns anunciam desaparecimentos, de crianças, jovens e às vezes até adultos, outros anunciam claramente o problema que alguns países têm com o tráfico sexual. É muito comum ver frases a denunciar a ilegalidade do tráfico sexual e a informarem os números para onde se deve ligar em caso de denúncia. Infelizmente, desde o início da viagem podemos dizer que vimos muitos cartazes, mais de 20 pessoas desaparecidas.

Adeus Equador!

365 dias no mundo estiveram 11 dias no Equador, de 18 a 30 de Maio de 2017

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