ISLAS DEL ROSARIO (COLÔMBIA)

O arquipélago tem 28 ilhas, que fazem parte do Parque Nacional Natural Corales del Rosario y San Bernardo. Algumas  ilhas são privadas, outras do estado, como a antiga de Pablo Escobar, e podem-se encontrar resorts, cabanas ou restaurantes. As praias são paradisíacas, o mar é quente e transparente, mas…

Foi por mero acaso que em vez de comprarmos o Tour de Isla del Rosario no centro histórico decidimos parar nos quiosques do porto de embarque, junto ao Muelle del Pegaso e perguntar os preços a caminho de Bocagrande. A diferença de preço é grande, aliás, enorme. No dia em que queríamos ir dirigimo-nos ao porto e pagámos o bilhete. Depois de pagarmos ainda nos trocaram de agência três vezes. Assim que entrámos no porto encontrámos o caos. Gente por todo o lado, barcos e mais barcos, e ninguém saía do sítio, só perto das 9h é que alguns dos barcos chamaram os seus passageiros. Aqui, as normas de segurança são cumpridas e todos têm de usar colete. Tivemos o azar do nosso barco querer fazer um recado antes e ter aparecido já depois das 9:40h. O bilhete deve ser guardado porque tem a reserva da refeição, se comprarem o tour completo.

Os tours podem ser só até Playa Blanca em Baru, ou Baru e Rosário, que no fundo é uma visita ao aquário (Acuario de San Martin de Pajarales), ambas podem ter o almoço incluído ou apenas o serviço de transporte. A viagem não foi nada agradável. Gostamos de ficar na frente para o Tiago tirar fotografias, mas foi muito atribulada. Até ao forte de San Fernando, em Bocachica (Isla de Tierra Bomba), a viagem é um pouco mais resguardada, mas depois passa a mar aberto. Ainda por cima não se pode trocar de lugar no regresso. Não recomendamos que se vá à frente, porque é onde se sente mais a ondulação, que acaba por ser uma hora a bater nas ondas.

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Chegámos a Playa Blanca e ficámos assustados. Enquanto deixamos a malta que só quer esta paragem somos rodeados por gente que quer vender ostras, bebidas, almoço e afins. É neste momento que percebemos que ainda bem que desistimos da ideia de lá dormir, não é de todo o que esperávamos.

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Lá seguimos até Rosário e aí é a comédia. Há três hipóteses: 1) pagar 25.000 COP (7,2€) para ir ao aquário ver o show dos golfinhos; 2) pagar aproximadamente o mesmo para fazer snorkeling ou 3) ficar sentado no porto do aquário 1 hora sem poder entrar na água. Escolhemos ir ao snorkeling, apesar de depois termos percebido que atraem os peixes com biscoitos (como é possível nos dias de hoje?). Nunca andámos com o grupo, o material que tinham de snorkeling era péssimo, e só não nos arrependemos do dinheiro gasto porque pagámos pouco.

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A cor branca na parte inferior da fotografia acima são corais mortos. Vejam o filme Chasing Coral para perceberem este triste fenómeno causado pelo aquecimento global, que já matou grande parte da grande barreira de coral da Austrália e vários recifes espalhados por todo o mundo.

Depois do snorkeling voltámos a Playa Blanca onde almoçámos (peixe frito, arroz de coco, salada, patacones – banana frita – e um sumo) e tivemos algum tempo livre para apanhar sol. Cuidado aqui!! Vão ser sempre rodeados de vendedores, como já dissemos acima. Não aceitem nada, a não ser que queiram pagar. A primeira ostra pode ser grátis, mas a segunda vai custar o triplo, os primeiros dois minutos de massagem podem ser grátis, mas se a deixarem continuar vão ter que lhe pagar. Vão mesmo ter de lhes pagar, digam sempre não.

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A água aqui é agradável, quente, transparente, o verdadeiro caribe das fotos, mas tem que se fugir da zona onde os barcos atracam porque o cheiro a combustível é insuportável. Conhecemos duas francesas que estavam escandalizadas por não existir escada no barco e um chuveiro na praia, para tirar a água salgada. Estas coisas já não nos chocam, mas podemos dizer que talvez dispensássemos este tour se soubéssemos que era assim.

Como chegar:

Em tour de lancha comprado no porto La Bodeguita (recomendado) ou em agência. O processo é o que descrevemos acima é custa cerca de 90.000 COP (25,8€), já incluindo a taxa do porto de 15.000 COP (4,3€).

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É possível chegar a Playa Blanca de autocarro (ônibus), pagando muito menos. O autocarro pára em Pasacaballos, cruza-se a ponte “Campo Elías Terán Dix” e a partir daí segue-se em moto-táxi.

Pode-se ir em tour privado por terra, mas os preços são semelhantes aos passeios de barco.

Há também agências que fazem percursos menos “populares” de lancha ou catamaran, escolhendo outras praias, mas paga-se mais.

Ilhas alternativas:

  • Isla CocoLiso
  • Isla del Encanto
  • Isla Gente de Mar

Estes tours custam entre 150.000 e 160.000 COP (45€).

Onde comer:

Os tours geralmente incluem refeição. Ficam sujeitos aos parceiro da agência onde compram o bilhete, o que não faz grande diferença, a ementa é sempre a mesma.

Onde dormir:

Existem vários hotéis, a qualidade depende do preço.

O site do parque nacional recomenda o ecohotel La Cocotera, em Ilha Grande, da comunidade de Orika.

Recomendado:

  • Protetor solar
  • Chapéu
  • Toalha
  • Sapatos aquáticos
  • Dinheiro vivo
  • Vacina da febre amarela (recomendação do governo colombiano, ver aqui)

Vale a pena:

Se o vosso único destino de praia é Cartagena sim. Se a vossa viagem inclui outros destinos do caribe recomendamos que passem.

Nota:

Segundo o que lemos na internet, no site do governo colombiano, desde o dia 7 de julho é proibido chegar por via marítima a Playa Blanca. Existe um estudo que mostra que o elevado fluxo do turistas e vendedores (mais de 13.000 em 2015)  estava a prejudicar o ambiente e até se encontrarem formas de reduzir o impacto ambiental a proibição será para manter. É de louvar que um país consiga ter a coragem de tomar uma decisão destas, sabendo que perde o dinheiro dos bilhetes. Ficamos felizes que tenham percebido que da forma como a praia estava a ser explorada não trazia benefícios para ninguém.

 

 

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