QUEPOS, ONDE ACHÁMOS A PREGUIÇA (COSTA RICA)

Inicialmente Quepos era habitada pelo povo queboa, que deu o nome à cidade. À chegada de Juan Vasquéz de Coronado, em 1563, os espanhóis chamaram-lhe San Bernardino de Quepo em “homenagem” ao povo que seria explorado pelos conquistadores. Quarenta anos depois só havia registo de 250 indígenas e, em 1746, os restantes representantes do povo foram transferidos para uma reserva.

A viagem foi longa até à cidade. Saímos de Tamarindo depois do almoço e da derrota e eliminação de Portugal da taça das confederações. Que desilusão, meus senhores, que desilusão… Quepos tem praias, mas a principal atração é o Parque Nacional Manuel António, dos poucos locais onde podem ver animais selvagens e ir à praia.

O que fazer?

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Parque Nacional Manuel António. O parque custa 16 USD para estrangeiros ou 2,8 USD para nacionais e residentes. É injusto? É! Isso torna o parque dispensável? Não! Por isso têm mesmo de pagar. O parque só disponibiza casas de banho e balneários, mas como tem praia e vários percursos é recomendada uma longa visita. É permitido entrar com comida e bebida, exceto pacotes (porque os quatis ou coatis adoram roubar embalagens) e bebidas alcoólicas. Para controlar, há uma revista à entrada, um bocadinho rudimentar. Para além da entrada, os guardas também vendem serviços de guia com monóculo a 20.000 CRC (35USD) ou a 10.000 colones, se inserido num grupo grande. Nós dispensámos, sabemos que se vê muito mais com um guia, mas achámos o conjunto demasiado caro e não nos arrependemos da opção.

O parque é fácil de encontrar, o carro não entra, mas há parques junto à praia em sistema de paga o que quiser, a partir de 1.000 CRC. No parque há vários caminhos, praias, miradouros e uma cascata.

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Convém ir cedo porque os guardas começam a expulsar a malta muito antes da hora de encerramento. Os animais são fáceis de ver se seguirem atrás de um grupo com guia, ou, se forem andando devagar e atentos. O mais difícil de ver são as preguiças, porque não fazem barulho, devido ao seu ritmo de movimento leeeeento. Tivemos a sorte de ver uma fêmea de seis meses a descer para evacuar (as preguiças só defecam a cada 8 dias, por isso tivemos muita sorte de ela precisar naquele momento de fazer um nº2).

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Estas fotos foram tiradas a menos de dois metros, mas com todo o respeito pelo animal. Na praia Manuel António tem que se ter algum cuidado com os guaxinins, esses ladrões dedicados à arte do roubo para comer, que até mochilas já conseguem levar e abrir/romper. São também um bocado violentos, mordendo quem se meter entre eles e comida.

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Vale a pena reforçar a ideia que não se deve alimentar os animais? Vimos um grupo que não entendeu esta regra e achou por bem ir atirando a casca de manga aos macacos de cabeça branca, até se ver seguido por mais de 6, qual flautista de Hamelin. Quando eles correm atrás de nós, gritando e lutando entre eles para não partilharem a fruta, deixa de ter tanta graça, mesmo sendo um animal de pequeno porte. As praias são bastante boas, as da esquerda (Playa Gemelas e Playa Escondida) têm mais rochas e um mar mais agitado, uma delas habitada por iguanas habituadas a humanos. Já as do lado direito têm um mar mais calmo, mas mais gente (Playa Manuel António e Playa Espadilla Sur). Não conseguimos ir a Punta Catedral porque o guarda tinha pressa em sair do serviço e não deixou ninguém sair da praia para o trilho (uma hora antes do parque fechar).

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Ir à Playa Espadilla, em frente à entrada do parque. A praia é grande, o mar tem algumas ondas, está limpa e há restaurantes próximos.

Ir à cidade em busca da placa QUEPOS, para quem gosta de clichés e não só.

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Para quem aprecia, ou viaja de barco, quem sabe, passar/atracar na Marina Pez Vela. Às sextas, depois das 19h, a entrada é grátis para uma noite de filmes ao ar livre.

Podem-se fazer várias atividades de aventura, andar de catamarã, fazer stand-up paddle, fazer safaris, andar em trilhos, pescar, fazer rappel e slide, etc.

Onde comer:

Manuel António Falafel Bar, restaurante israelita. O pedido é feito no balcão e é um restaurante simples, mas engraçado. Nunca comemos kebab e falafel tão bons. Não tem parque de estacionamento. Se não repararam pelas vezes que falamos de israelitas nesta viagem, eles estão em todo o lado, uns viajam de mochila às costas, outros já estabeleceram raízes nas cidades onde passámos.

Também comemos no centro na Pollolandia, que como o nome indica, vende frango.

Onde dormir:

Zacunza. Era um quarto dentro de uma vivenda, onde pudemos por o carro na garagem. Espaço simples, recebem o que pagam. WC partilhado, e o quarto não trancava, o que não foi um problema, mas não nos agradou.

365 dias no mundo estiveram 2 dias e 2 noites em Quepos, de 28 a 30 de Junho de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: caro
Categorias: cidade, cultura, praia
Essencial: Parque Nacional Manuel António, playa Manuel António

Estadia Recomendada: 3 dias, talvez mais se quiserem fazer tours fora da cidade

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