I’M IN MIAMI BEACH (EUA)

Como se conjuga uma viagem pela américa do sul e central com Miami, perguntam vocês? Ou não perguntam, mas nós dizemos na mesma.

Quando decidimos voltar sabíamos que havia voos para Portugal pela TAP (tínhamos milhas suficientes para a viagem dos dois) a partir do Brasil e EUA. Como voltar ao Brasil pareceu-nos descabido, optamos pelos EUA, e Miami surgiu como tendo viagens económicas. Miami é tudo o que se vê nos filmes e séries, e muito mais. É praia, é festa, é música, é carros de luxo (alugados), é passear de bikini todo o dia, é bling bling e ouro, é a saída de cruzeiros para as Caraíbas, é… mais, muito mais.

Também é história. Juan Ponce de León foi o primeiro europeu a pisar a Flórida em 1513. Dizem que procurava a fonte da juventude, mas acabou por encontrar o Canal Bahamas e chegar até à foz do Rio St Johns, onde vê uma ilha florida, à qual não dá grande importância, não imaginando que tinha acabado de chegar ao continente americano. Numa segunda visita à “ilha” da Flórida, em 1521, é atacado por índios e segue para Cuba onde morre. Já em 1565, Pedro Menéndez de Avilés funda a cidade de St Augustine e, em 1783, os ingleses assinam o tratado de Paris, onde reconhecem a independência dos EUA e entregam Flórida a Espanha (pelo meio tinham conquistado a Florida e ficado com ela), até que em 1821 estes acabam por entregar o território aos EUA. A história continua até aos dias de hoje, com o reconhecimento como estado, furacões, o exílio de cubanos após a chegada de Fidel Castro ao poder em Cuba, o desenvolvimento da região com a criação de hóteis e algumas guerras e tensões pelo meio.

Não esquecer que Miami e Miami Beach são duas cidades diferentes, a primeira a típica cidade continental e a segunda o conjunto das ilhas, onde a animação acontece. Nós ficámos na segunda, se é para ir que seja na zona onde a magia acontece.

Como chegar a Miami Beach

Havia a opção de entrar no espírito e alugar um Lamborghini junto ao Miami Intermodal Center. Quer dizer, havia a opção, mas nem havia o dinheiro nem era essa a nossa mood. Para chegar lá é só ir no fantástico MIA Mover (comboio/tren) do aeroporto até ao Miami Intermodal Center, o centro de transportes do aeroporto. O Mia Mover fica localizado no terceiro andar do aeroporto, entre as garagens Golfinho e Flamingo. Pára na estação central, onde se encontram as empresas de rent-a-car e os transportes públicos Metrorail e Metrobus. Na estação há umas máquinas onde se pode comprar o EASY card, os cartões de acesso aos transportes públicos.

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Falamos em Lamborghini, mas temos sempre a eterna Ferrari

Podíamos ter ido de taxi (32-40 USD), de Uber ou Lift (mais de 15 USD). Ora, balança, dois pratos, num 15 USD ou mais, no outro pouco mais de 5 USD… Pois, segunda opção. O nosso hostel era muito bem localizado, por isso chegámos lá de autocarro a partir do aeroporto. Fomos no autocarro/ônibus 150 (Miami Beach Airport Express). Íamos bastante confortáveis, o que dá jeito porque estávamos super cansados. Chegando à estação do aeroporto há sempre alguém que ajuda a encontrar a paragem e wi-fi. Por 2,65 USD pode-se ir no Miami Beach Bus do aeroporto até Miami Beach. Estes autocarros especiais para turistas têm lugares para as malas e máquinas de moedas, onde é só inserir o dinheiro até completar o valor do bilhete. Achámos bastante fácil encontrar o autocarro certo e a paragem. A internet também ajuda.

O que fazer:

  • Praia!!!!

Já dissemos que estávamos cansados? Pois, focámos a nossa curta estadia em praia, apesar de termos visto outras coisas. Achámos fantástico que na mesma praia onde parece que entrámos na série Baywatch também haja ninhos de tartarugas, com os ovos protegidos por uma cerca e um aviso. A praia é um grande areal com dunas e fáceis acessos. Há passadiços, dispensadores de protetor solar (uma ótima ideia, se não estivessem quase todos vazios), casas de banhos, chuveiros, bares e parques de bicicleta. Lembram-se do sítio onde fica o nadador salvador nos filmes e séries? Existe, claro, e são super coloridas e fotogénicas.

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Nós ficámos sempre pela South Pointe Park Beach, que era em frente ao hostel e acompanha a Ocean Drive. Num dos dias até tivemos o prazer de nos ter sido cedida uma cama de praia por uns bacanos que iam sair mais cedo. Vimos filmagens, talvez de um anúncio, com um nadador salvador numa prancha motorizada, vimos sessões de fotos no pontão, foi uma animação, só não andámos de bicicleta porque achámos o preço do aluguer da Deco Bike demasiado caro.

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Há a Fontainebleau Miami Beach, onde se encontram os resorts. Depois da 46th Street encontra-se a parte norte de Miami Beach onde se podem ver filmes grátis no North Shore Park Brandshell (7275 Collins Avenue). Na quarta quarta-feira de cada mês, das 17h às 22h, há música grátis no Miami Beach Food Truck & Music Fest. Surfside é a zona preferida dos habitantes locais. Têm ainda a Praia de Haulover, Oleta River State Park Beach e Sunny Isles Beach. Para famílias com pequenos aventureiros há Matheson Hammock Park Beach e Homestead Bayfront Park Beach, onde se encontram lagoas, piscinas naturais e restaurantes icónicos.

  • South Pointe Park

É onde fica a praia que frequentámos. Tem um parque agradável para passear, com regras rigorosas no passeio de cães sem trela. Junto ao parque e à praia encontram os famosos Joe’s Stone Crab e o Nikki Beach, restaurantes famosos pelo seu marisco.

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Vê-se do outro lado Fisher e Dodge Islands e os barcos dos apetecíveis passeios na região.

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  • Coconut Groove

Com colonizadores de origem nas Bahamas, criou-se uma comunidade com uma identidade própria que perdura:

Peacock Park é um parque público em memória de Charles e Isabella Peacock, que construíram Bay View House em 1883, o primeiro hotel. O parque é giro, mas achámos que junto à água tinha demasiado lixo, o que é pena.

Woman´s Club of Coconut Grove tem origem no Housekeeper’s Club, um clube criado por Flora McFarlane em 1891 para as mulheres da cidade.

The Coconut Grove Library é a biblioteca construída em 1901. O edifício actual, de 1963, incorpora uma réplica da fachada original.

Dignos de visita são também a escola The Coconut Grove School e o banco The Old Bank of Coconut Grove, que chegou a ser a sede do Instituto de pesquisa John C. Lilly. A casa mais antiga de Miami é The Barnacle, de 1891, onde se pode fazer uma pequena viagem ao passado. Fechado está o teatro Coconut Grove Playhouse, que começou por ser um cinema, em 1927.

  • Downtown, ou o centro histórico da cidade de Miami

Fica junto a Miami River. Possui vários exemplos de arquitetura do estilo Art Déco, devido a um boom na construção nos anos 30. Até aos 50 foi um bairro da moda, com muita concentração de visitantes. As lojas, igrejas e as casas noturnas faziam parte das atrações locais, até se tornar demasiado movimentado para os habitantes locais, que procuraram outras zonas para morar. Neste momento quer se “ressuscitar” do declínio que teve um declínio nos anos 70, surgindo novos restaurantes e museus no Museum Park, em frente ao mar. Vale a pena passear durante o dia e ver como funciona uma típica cidade de de arranha-céus.  Deve-se experimentar também o metromover, um transporte elétrico grátis.

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  • Miami Design District

Quarteirões inteiros de lojas misturadas com carros, ambos de marcas de luxo, e restaurantes com ar de serem demasiado caros para as nossas carteiras, mas tudo com muito bom aspeto. Chegámos aqui por engano, à procura de outra coisa, mas acabámos por circular por aqui e achar piada ao que víamos. Ainda há edifícios que estão a ser acabados e ruas a “nascer”.

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Achámos piada a este hospital que vimos no caminho:

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  • Ocean Drive

Ir a Miami Beach é caminhar, conduzir ou pedalar pela famosa avenida. Ver a arquitetura, os restaurantes, bares, ou então observar simplesmente a natureza humana numa das mais famosas cidades dos EUA. Nós subimos esta avenida, mas também passámos pela West Ave, pelo outro lado da ilha, e sentimos uma caminhada menos turística, com mais sombra, pelos portões dos condomínios dos habitantes locais.

  • Museus

Tem festa/balada? Tem! E tem cultura? Calma, também tem. Existe o Vizcaya (deve-se passear nos jardins do museu), Peréz Art Museum, Bass Museum of Art, Wolfsofian e o Memorial ao Holocausto.

  • Lummus Park

Entre a praia e Ocean Drive existe um parque onde se encontram esquilos e aves em plena cidade. As árvores onde os animais passeiam permitem fugir ao calor do meio-dia e passear à sombra. É fantástico como uma cidade tão badalada e com tanto movimento tenha também tanta vida animal.

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  • Wynwood Arts District

Um bairro outrora abandonado que agora exibe as cores dos grafittis em Wynwood Walls. Há um do Eduardo Kobra. Já tínhamos visto e fotografado uma obra dele em São Paulo.

  • Little Havana

Quando Fidel chegou ao poder em Cuba já referimos que houve um movimento de migração em massa para Miami, e isso sente-se neste bairro. Deve ser visitado na última sexta-feira do mês (Viernes Culturales) se quiserem ouvir música.

  • Venetian Pool

Se são mais de piscinas do que de praia, podem sempre passar por esta piscina pública inaugurada em 1924, fica no bairro de Coral Gables.

  • Ilha de Key West

Dizem que é a viagem de 3 horas de carro mais bonita do mundo. Dizem que são praias paradisíacas. Ficou para outra altura…

  • Everglades

Se querem ver jacarés é aqui. É o típico passeio para fazer de airboat, exactamente como se vê na TV.

  • Fort Laurderdale

Para quem tem um dia de sobra e quer conhecer mais do que Miami ou Miami Beach.

  • NBA

Toda a gente sabe como os americanos adoram ver os jogos da NBA. A equipa local (Miami Heat) é famosa por isso vale a pena o investimento. Nós assistimos em Nova Iorque, por isso desta vez passámos.

 

Depois temos os programas de família com crianças, como o ZOO, o Seaquarium, o Jungle Island e o museu das crianças.

Há muito mais do que escrevemos aqui, aliás já temos imensa vontade de regressar depois de escrever este artigo e vermos o que nos escapou. Provavelmente voltaremos um dia para seguir de cruzeiro pelas Caraíbas, quem sabe?

Onde dormir:

Sem dúvida, Miami Beach. Nós ficámos em South Beach num hostel com camaratas (Ocean Blue Hostel). Tinha pequeno-almoço, estava super bem localizado, tinha vista mar, bar, restaurante. Para nós, os quartos tinham demasiados beliches, o que torna o quarto um pouco abandalhado, mas, para o tempo de permanência, foi o suficiente. Achámos desagradável não cederem um milímetro no check-in e não permitirem sequer deixar as malas no quarto antes da hora.

Onde comer:

Opções não faltam, em Ocean Drive quase todos os restaurantes fazem promoções para aliciar quem passeia pela avenida. Tem que se ter cuidado e analisar as ofertas que eles dão porque facilmente caímos numa esparrela que acaba por nos ficar mais caro. Qualquer sítio vai servir cocktails enormes, aliás, gigantes! Todas as esplanadas têm clientes com um copo gigante amarelo, azul, vermelho, verde, de todas as cores, e cheio de palhinhas.

Comemos no hostel (Voodoo) e no Down n Dirty Tacos. Pedimos a promoção dos tacos que nos pareceu vantajosa.

Lanchámos no La Sanswicherie. Espaço não muito grande, gerido por franceses, que vendem sandes em baguete ou em croissants e servem sumos naturais. Como somos poupadinhos, aproveitámos sempre os menus brunch e partilhámos.

Podem sempre comprar sandwiches nas lojas de conveniência. Nós também utilizámos para comprar café e coisas pequenas.

Onde sair à noite:

Em Ocean Drive bares e discotecas não faltam. Não fomos a nenhuma, por isso não podemos fazer sugestões. Não há nada como perguntar a locais ou ver sítios recomendados na internet. O nosso hostel tinha uma discoteca (Voodoo Rooftop Lounge), tentámos ir uma vez ao bar no terraço, estava vazio e desistimos.

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365 dias no mundo estiveram 3 dias em Miami Beach, de 5 a 7 de julho de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: caro
Categorias: cidade, cultura, compras, praia
Essencial: Coconut Grove, praias, Ocean Drive, South Pointe Park, Everglades, Lummus Park                                                                                                                                               Estadia Recomendada: 5 dias

 

 

 

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