A GRANDE MAÇÃ (EUA)

A decisão de visitar Nova Iorque foi de última hora, precipitada por uma promoção da KLM. Ainda vivíamos em Angola quando, perante a super promoção, fez todo o sentido ser em Nova Iorque que compraríamos as mochilas da viagem. Começámos muito motivados a preparar a viagem a uma capital que pensamos já conhecer só pelas imagens dos filmes. Decidimos ir 7 dias e passar por algumas experiências típicas, como assistir a um jogo da NBA, mas lá iremos.

Comecemos por um bocadinho de história. Enquanto país, falamos de uma nação muito jovem, com a independência declarada a 4 de julho de 1776, apenas reconhecida pelos ingleses no Tratado de Paris de 1783. A cidade de Nova Iorque foi fundada pelos holandeses como Nova Amesterdão, em 1624,  mas duplicaria de tamanho até 1664, quando os ingleses “roubaram” os Novos Países Baixos (sul do atual estado de NY) aos holandeses. Se o nome dado pelos holandeses vem da nomeação da cidade como capital dos Novos Países Baixos, homenageando a “casa-mãe”, Nova Iorque tem origem na cidade inglesa homónima. Quando a sua propriedade passou para o Duque de Iorque, que viria a ser o Rei Jaime II de Inglaterra, fez todo o sentido que se estivesse perante New York.

Nova Iorque é a terceira cidade com mais população da América e a cidade dos Estados Unidos com maior densidade populacional. Os seus habitantes são de diversas zonas do mundo, tornando-a a cidade com maior diversidade linguística. Tem a maior bolsa do mundo, os seus arranha-céus são famosos, o ramo imobiliário é o mais valorizado do mundo, há metro a todos os minutos do dia, e ninguém se esquece do atentado das torres gémeas, emitido em direto em todo o globo.

Nova Iorque é o estado e simultaneamente o nome da cidade, vulgarmente conhecida com a sigla NYC. Daqui pode-se fazer uma escapadinha para Filadélfia, Boston e Washington, e até visitar o Canadá, ou apenas o lado americano das cataratas do Niágara.

Fomos em plena semana de pré-tomada de posse do novo (e ainda atual) presidente, vimos o quarteirão da Trump Tower fechado para não receber curiosos e assistimos à Women’s March in loco.  Considerando as baixas temperaturas que apanhámos em janeiro, passar a passagem de ano numa rua de NYC não parece uma decisão acertada. No nosso caso, gorro, roupa de aquecimento, cachecol, luvas e casaco comprido (Raquel) foram obrigatórios.

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NYC, janeiro, Raquel pronta para ir para a Antártida, Tiago como se estivesse em Lisboa

Como sair do aeroporto

Os voos para NY estão cada vez mais acessíveis, principalmente em voos com escala. Como não há almoços grátis, a escala aumenta a probabilidade de terem problemas. Nós reservámos pela KLM, que operou o voo de Lisboa a Amesterdão, mas o segundo voo foi operado pela Delta. Percebemos à chegada que não tínhamos malas. Fazem-nos uma marcação tão cerrada antes do embarque para os EUA que muitos passageiros ficam despachados apenas a escassos minutos da hora de partida e as malas acabam por não embarcar, seguindo apenas num voo seguinte. Chegados ao aeroporto JFK, procurámos a zona da Delta para que pudéssemos reclamar a perda da bagagem. Tínhamos imensa gente à frente, todos descreviam as dimensões, modelos e cores das malas perdidas. Chegada a nossa vez, a funcionária foi 5*, conhecia Portugal, queria visitar Fátima durante a estadia do Papa, e foi super eficiente. Deu-nos dois kits básicos de higiene e disse-nos que estávamos autorizados a fazer compras básicas, pois de certeza que íamos precisar de tomar banho e trocar de roupa para jantar. Lá seguimos para Manhattan de transportes públicos, sem bagagem.

Podíamos ter ido de táxi (brutalmente caro, mais de 50$, mas é uma viagem de uma hora). Não esqueçamos que andar de táxi em NYC só tem glamour nos filmes. O trânsito e a falta de civismo entre quem espera pelo próximo táxi não permite que seja uma bela viagem. Como em quase todo o lado, basta seguir as placas que indicam os táxis.

Também há shuttles, ou a contratação de carros privados, com preços para todos os gostos. Pode parecer fancy alugar uma limo ou um ter um motorista para nós, mas… deixem lá isso.

E depois há o bom do transporte público, a nossa escolha acertada. Por 7,75$ (5$ do comboio mais 2,75$ do metro) chegam até ao destino, não sem a desvantagem de andar pelas escadas com a bagagem, que nós não tínhamos. Primeiro, saímos do aeroporto no Airtrain até à Jamaica Station, depois passámos para o metro, onde comprámos bilhete de transporte para a nossa estadia. No nosso caso, utilizámos a linha E, direção NY Penn Station W.34 Street. O nosso hotel era na 32, mas havia saída de metro na esquina seguinte. Apesar de parecer um sistema complexo, é intuitivo. Na estação tem que se ter atenção para não nos enganarmos na rota. O cartão de metro simples é recarregável e comprado em máquinas. No nosso caso comprámos um cartão para 7 dias (custa 32$). Nós arriscámos tudo e comprámos fora da máquina, a vendedores aparentemente autorizados para reduzir as filas. Depois, para se orientarem, recomendamos que utilizem o Google Maps, com o horário dos transportes sempre atualizados em tempo real, existindo Wi-Fi grátis em todas as estações de metro.

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Onde dormir

Sem dúvida nenhuma, Manhattan. Quanto mais perto de Times Square, melhor, e é essencial que seja perto do metro. Nós ficámos num hotel em Koreatown, quase, quase, à porta da entrada do metro. O hotel tinha um belo pequeno-almoço, mas estava em obras, não sendo fantástico. O quarto não era grande, mas também não precisamos de poder dançar lá dentro, não tinha vista, e o chão era numa alcatifa já gasta. Recomendamos esta localização para que possam ir a muitos dos pontos de interesse a pé.

O que fazer

Como introdução ao tema que iremos aprofundar, há pequenas coisas que não podem faltar em Manhattan, Brooklyn, Harlem, Bronx e Queens.

A ilha de Manhattan fica entre dois rios, Hudson e East River. A ilha é dividida de forma a que toda a gente se entenda e localize. A 5ª Avenida divide a ilha em este (lado direito) e oeste (lado esquerdo). Abaixo da 14ª rua falamos em baixa. Das 14ª à 59ª rua falamos em centro, e acima da rua 59 falamos em cidade alta. Resumidamente, as atrações em Manhattan ficam em Lower Manhattan (Downtown), Midtown e Upper Manhattan (Uptown).

Lower Manhattan: World Trade Center, com o Memorial e Museu 11 de Setembro, Trinity Church, St Paul’s Chapel, Wall City e o seu Touro, o edifício Woolworth, Battery Park e a estação do Staten Island Ferry. A câmara (City Hall) e a ponte de Brooklyn, mas também Manhattan e Williamsburg Bridges, Soho, e claro, Ellis e Liberty Island, que se vêem daqui

Midtown Manhattan: Bryant Park e a Biblioteca, MoMa, Carnegie Hall, Times Square,  a Broadway, Museu Madame Tussauds, o Empire State Building, Rockefeller Center, com o seu Top of the Rock, Grand Central Terminal, a sede da ONU e Hell’s Kitchen

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Upper Manhattan: Central Park, o Met, o Museu Guggenheim e o Museu Americano de História Natural

Harlem: é o bairro onde podem encontrar os coros gospel, ao domingo. Há tours, mas o ideal é entrarem numa igreja durante um “serviço”/culto

Bronx: ZOO, jardim Botânico

Brooklyn: há que sentir “O Planeta”, e isso só se consegue atravessando Brooklyn Bridge e caminhando.

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365 dias no mundo estiveram 7 dias em Nova Iorque, de 14 a 21 de janeiro de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ 
Preços: elevados
Categorias: cidade, cultura, música, arquitetura, compras, teatro
Essencial: Manhattan, Brooklyn, Bronx, Harlem
Estadia Recomendada: mínimo de 5 dias

 

 

 

 

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