O REGRESSO – AFINAL HÁ DEPRESSÃO PÓS-VIAGEM, OU NÃO?

Depois de tanto tempo a falar sobre uma viagem de cinco meses, chegou a hora de dizer que essa fase terminou. Acabou a América latina e voltou a Europa, tal como nós.

Os sentimentos, há um ano, eram uma mistura de:

  • alegria, por voltar a casa;
  • nostalgia, por saber que aquela fase acabou;
  • curiosidade, para perceber o que mudou.

Durante os primeiros tempos fizemos de tudo para não perder um evento familiar ou de amigos, tentando não falhar um aniversário, jantar, ou simples café. Durante uns dias não dissemos não a ninguém, enfim, tínhamos muitas saudades! Fomos a zonas do país onde nunca tínhamos ido, ou já não íamos desde miúdos, e acabámos por visitar muitos sítios juntos, pela primeira vez. Ainda nos primeiros dias, desfizemos as mochilas, organizámos e arrumámos o material que tão cedo não iríamos precisar, lavámos peças de roupa e calçado que tinham saudades de uma boa máquina e juntámos as moedas que sobraram de cada país para oferecermos a amigos coleccionadores.

O primeiro mês não teve aquela depressão pós-viagem, ou pós-regresso, como quiserem, foi ótimo para matar saudades. O segundo mês, agosto, tipicamente não é propriamente um mês desagradável para estar em Portugal. Quase nos sentimos em viagem, continuando a viajar/passear dentro de portas, e ainda com direito a um saltinho da Raquel à Suécia. Em setembro, o clima começou a mudar, mas ainda conseguimos viajar dentro de Portugal e o Tiago foi a Itália. Chegou outubro e a decisão de nos mudarmos para Lisboa e assentar arraiais por lá.  Agora, meses depois, percorrida a primeira metade de 2018, já começamos a sentir de novo o bichinho por uma viagem mais longa, mas também apreciamos as viagens curtas, às escapadelas, e, em menos de um ano, já fomos a Toulouse, Viena e Bratislava. Bem, está a chegar novamente agosto e já sonhamos com praia, aventuras e sol (este ano não faz jus à fama da solarenga Lisboa).

Por agora, sentimos:

  • curiosidade, porque há muito para conhecer à nossa volta;
  • alegria, por estarmos mais perto dos nossos;
  • orgulho, por viver numa cidade que continua a atrair turistas de todo o mundo e tenta não defraudar as expectativas, sempre com coisas novas a acontecer (tem defeitos, não dizemos que não, mas nem às paredes os confessamos);
  • algum “aborrecimento”, por sermos pessoas inconformadas, portanto, as rotinas aborrecem-nos, algo que também acaba por acontecer em viagem. Temos de ter imaginação para cada dia trazer algo de novo e bom.

Mas sonhamos muito, planeamos e agendamos novos destinos, vemos as agendas culturais de várias cidades espalhadas por Portugal. Resumindo, o sentimento de procura pelo desconhecido não desvaneceu e continuamos sonhadores. Por vezes temos dias de bad mood, seja porque lá fora chove, ou porque o dia de trabalho não correu da melhor forma, e lá vem a nostalgia. Pensamos onde poderíamos estar, mas não frequentemente. Sentimos, sim, que passámos a ver o mundo de uma forma mais abrangente. Sabemos que é possível viver toda uma vida numa cidade e nunca a conhecer. Não temos medo dos turistas, porque também já estivemos no lugar deles. Sabemos que há muito mundo e queremos conhecê-lo até onde nos for possível.

Continuem connosco pela Europa. Season 2 we’re coming!!!

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