A nossa viagem permitiu ir conhecendo várias cidades da costa, como Bodrum, Marmaris, Kas e Antalya. Escolhemos ir avançado pela costa em vez de ficar 5 noites em Antalya. Assim, fizemos viagens mais curtas, menos cansativas, aproveitando para conhecer mais locais. Se fosse hoje talvez tivéssemos optado por fazer só duas paragens “noturnas” e ficado mais noites em cada local escolhido. Principalmente porque desta forma acabou por ser mais frenético, menos em estilo de férias, mas também porque Antalya talvez merecesse mais alguns dias. Se pudéssemos, também teríamos ficado mais tempo. De qualquer forma, a dita Riviera Turca tem muito para oferecer, uma fantástica road trip, seja de carro, mota ou caravana, repleta de fantásticas paisagens e tesouros escondidos entre cada curva sinuosa que contorna as montanhas do mar Egeu ao mais aberto Mediterrâneo.

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Bodrum

À primeira vista pode-se confundir com uma cidade grega, com o seu casario branco e baixinho. Faz lembrar também a encosta do Algarve. É uma cidade quase labiríntica, com ruelas para todas as direções, mas onde é fácil chegar onde queremos. Junto ao mar há imensos restaurante que colocam as mesas mesmo junto à linha de água e são criativos na iluminação, desde cabaças iluminadas, lanternas turcas, lâmpadas, etc.. Acaba por dar uma envolvência engraçada e há sempre mantinhas para as noites mais frescas. O castelo é o ponto turístico mais famoso, mas estará fechado para obras até junho de 2019. Outro programa famoso são os passeios de barco, para vários tipos e carteiras, consoante o tamanho do barco, percurso, programa, etc. É a cidade mais pitoresca, mas não é a nossa preferida. Na manhã em que visitámos a cidade, meio a correr, apanhámos a maratona (também a correr). O percurso é pelas ruas em zigzag e junto ao mar. Uma das ruas das lojas tem guarda-chuvas, tal como a cidade de Águeda.

Foi aqui que o funcionário de um restaurante insistiu com o Tiago que ele não estava a dizer a verdade quando dizia que era nascido e criado em Portugal, filho de portugueses. Foi aqui também que fomos atendidos em frete no restaurante. Escolhemos o espaço pelas luzes, mesas quase no mar, pela persuasão da pessoa que nos abordou, pela ementa típica, depois fomos atendidos por um homem dos seus 60 anos com ar de homem do mar, mas trato de pirata. 😉

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Marmaris

A chegada a Marmaris é cinemática, uma cidade enclausurada entre montanhas e algumas ilhas verdejantes. Já quando descemos até à rua dos hotéis e bares pareceu-nos que tínhamos acabado de entrar em Albufeira (Portugal). É um destino popular entre ingleses, o que nos faz lembrar o nosso Algarve da praia da Oura e a sua animada rua. Vimos grupos de turistas que acordam cedo e vão correr junto ao mar como no Rio de Janeiro ou em Lisboa, junto ao Tejo, vimos outros que dançam pela noite fora em cima dos balcões dos bares. Quase todos os restaurantes têm animação, com espetáculos e música ao vivo. O restaurante do nosso hotel tinha uma cantora que cantava um pouco de tudo, mas principalmente hits dos anos 2000, outros tinham música típica, e ainda havia um grupo que dançava hip-hop noutro bar.

Acabámos por conhecer muito pouco da cidade, mas ainda visitámos o castelo (pequenino). A entrada custa 12 liras e é um bom local para uma vista panorâmica sobre a cidade. Na área junto ao castelo tem uma certa semelhança com as ruas de Bodrum.

Em frente ao mar cada hotel coloca as suas espreguiçadeiras e guarda-sóis e divulga o seu free wifi. Há muita gente que toma o pequeno-almoço fora, por isso há muitos anúncios ao breakfast a 25liras. Alguns dos espaços parece que nem chegam a fechar desde a noite anterior, outros estão fechados e já de cara lavada. A cidade é arrumadinha e até ao castelo vêem-se os barcos que vendem tours em passeio ou para mergulho. Há uns que já tínhamos visto em Bodrum que têm todo um cenário de Piratas das Caraíbas. Os tours são também variados, pode-se ir até Rodes ou outras ilhas gregas, ou apenas até à praia das tartarugas.

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A caminho de Marmaris temos Incekum Plaj. Chegámos perto da hora do por do sol (abre as 8h e fecha às 19:30h) e já não nos deixaram apanhar a boleia para descer. Os carros ficam estacionados do lado de fora e depois desce-se até à praia num trator adaptado com um atrelado de caixa aberta para transportar passageiros. Já passámos por experiências parecidas quando fomos a Cabo Polonio (Uruguay). Tudo estava em turco, só conseguimos perceber que estávamos a perder um ótimo destino porque umas das pessoas que estava a sair da praia fez questão de servir de tradutora. Não conseguimos perceber quanto se paga no transporte, se o estacionamento é pago ou se a praia é gratuita. Sabemos que tem um restaurante, uma zona de mesas tipo parque de merendas e espreguiçadeiras.

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Ölüdeniz

Não é só um destino de praia, é também uma região muito concorrida para o parapente, mais uma famosa Lagoa Azul. Aliás, o parapente é um desporto barato na Turquia, 40 minutos no ar custam 350TL (60€). A Lagoa Azul é uma península com entrada paga (7TL), com chuveiros, espreguiçadeiras (15TL), guarda-sóis (15TL) e bares. Nós estacionámos do lado de fora por 20TL (estacionar dentro da Lagoa Azul custava apenas mais 5TL, descobrimos depois) e almoçámos mesmo junto ao portão do parque num restaurante de praia. Vale a pena passar um dia na Lagoa: a água é calma, a temperatura é agradável e o cenário único. Fica um dia caro, mas vale a pena. Basta pesquisar na internet para ver como a água é translúcida, parece que os kayaks flutuam no ar.

O caminho de Licia, um dos 7 melhores trekkings do mundo, começa em Fethiye, na região. No total são 29 dias de caminhada, uns incríveis 540km.

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Kas

Bem, podemos dizer que é a nossa cidade preferida junto ao mar na Turquia. À entrada encontram a praia de Kaputas, das poucas de areia fina, mas de acesso difícil e limitado (não pode encher muito). Um pouco mais para o interior existe o Saklikent National Park e o canhão de 18 km de extensão com o mesmo nome. É possível fazer rafting em família e trilhos pelo canhão. Lá encontram o Saklikent Natural Paradise, um restaurante com mesas sobre o rio e área de campismo que nos seduziu, mas que acabámos por não visitar pelo desvio que era necessário para lá chegar.

Na zona do nosso hotel não há praia propriamente dita, mas os hotéis ficam quase em cima do mar e basta fazer uma plataforma e umas escadas que se tem acesso direto ao mar. Ainda bem que não tivemos tempo para nos sentirmos tentados a pagar um tour de barco até à praia das tartarugas, porque aqui vimos muitas. Não as vimos de perto é certo, mas também já não seria a primeira vez, felizmente. Ficámos em alguns hotéis com piscina e a verdade é que numa viagem como a nossa é quase parvo este “extra”, porque não se tem tempo de usar e a água do mar é mais quente.

Fomos à cidade jantar e foi o restaurante onde, sem dúvida, comemos melhor e onde nos atenderam com maior simpatia durante toda a viagem. Recomendamos o Natur-el a toda a gente. Nós pedimos tavlik prenses, ravioli e falafel. A cidade também é muito pitoresca, com os seus restaurantes em pátios interiores, com as suas luzes, mesas e cadeiras de madeira coloridas. O hotel também era excelente, mas foi onde vimos o relógio do Tiago pela última vez.

Onde ficar: Club Çapa Hotel; Barbarosa Hotel

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Kekova

Precisávamos de um local para almoçar quando saíssemos de Kas a caminho de Antalya e ocorreu-nos ir até Kekova. Ainda estamos a descer até à cidade e já nos estão a abordar com passeios de barco. Almoçámos no Hassan Restaurant, onde vemos o mar e turistas apressados para os seus passeios de barco a chegarem em autocarros. Dizem-nos que um passeio custa 100 liras para duas pessoas. O restaurante foi uma boa surpresa, a comida era de qualidade e pareceu-nos ser um local de “peregrinação” gastronómica.

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Antalya

Destas todas, sem dúvida a maior cidade, com trânsito, shoppings, ruído, resorts, etc. Antalya é tão grande que tem dois aeroportos. Talvez merecesse mais tempo do que o que lhe dedicámos, mas não se fazem 3000km em 15 dias se ficarmos vários dias em cada lado. Tínhamos lido que era um bom pouso para fazer cruzeiros de três ou quatro dias pela costa (provavelmente mais uma forma de de conhecer as cidades acima), o que nos arriscamos a recomendar que experimentem se o preço for convidativo. Sabendo que há tartarugas e golfinhos, não há forma melhor de os ver que em mar alto. Felizmente conseguimos ver ambos. Somos um par de sorte.

A cidade tem um centro histórico que, a nosso ver, é onde vale a pena ficar alojado. Se quiserem praia podem ficar em Lara. No centro histórico algumas algumas atrações, como o Minarete quebrado, uma mesquita em ruínas e um minarete claramente partido. A torre do relógio, a torre Hidrilik, o miradouro, a marina e o seu paredão (dois ótimos spots para ver o pôr-do-sol). A porta de entrada (Hadrian Gate) para a cidade velha tem que ser atravessada. Dia 11 de outubro começaram as festas da cidade, então, no nosso último dia, ainda vimos começarem a nascer as decorações, com fitas pelas ruas e cartazes a anunciar o programa festivo. Temos pena de já não ter estado lá para ver.

O nosso ponto alto na cidade velha foram os banhos turcos. Não estavámos a contar ir porque tínhamos vistos preços muito europeus, mas encontrámos o Sefa Hamam, por 28€, e não resistimos. Mais tarde vamos escrever sobre isso ao pormenor.

Na manhã que tivemos disponível fomos às cascatas Düden. Primeiro, à cascata que cai diretamente no mar. Aqui recomendam-se os passeios de barco que saem da praia de Lara ou da marina. Também se pode fazer rafting e zipline. De seguida, ainda no mesmo rio, fomos à cascata “interior”. Pagámos 5liras para entrar. O espaço é organizado, tem local para picnics, restaurante e bares. A cascata pode ser percorrida dos dois lados e até há caminho atrás dela, numa espécie de caverna. É um espaço muito concorrido.

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Faz-vos sentido falar em esquiar em Antalya? Ou mesmo pensar em neve? Foi nos banhos turcos que o rapaz da recepção nos falou que a cidade tanto passava pelos 40º no verão como rapidamente podiam fugir para as montanhas e dedicar-se aos desportos de inverno. No caminho para Antalya ainda investigámos a possibilidade de subir o teleférico do Monte Olympos. A base do teleférico fica a 57km da cidade e a montanha tem 2365m de altura, mas 25€ para ir e voltar pareceu-nos demasiado. O preço ainda sobe para quase o dobro se falarmos de viajar ao nascer ou ao pôr-do-sol. Também se pode subir a pé (aparentemente não é muito difícil).

A partir de Antalya há passeios para vários locais, uns mais longe, outros mais perto, como as ruínas de Termessos. O anfiteatro ainda está “relativamente” preservado, tendo sido referido na Ilíada de Homero. Alexandre, o grande, tentou conquistar a cidade, mas desistiu pela dificuldade. A cidade foi uma aliada de Roma e foi abandonada quando o aqueduto foi destruído por um sismo. Estas ruínas são mais afastadas do roteiro habitual, conseguindo-se aquela sensação de estar quase sozinho no local.

Onde ficar: Baccus Hotel; se forem malta de party hostel – Old House Hostel & Pub.

Onde comer:

  • Citir balik – vendem sandes de peixe de várias formas, acompanhadas de um buffet de saladas. Não consideramos extraordinário, mas foi a refeição mais barata na Turquia. É caricato ver o quanto enchem os pratos de salada. Se olharem para as mesas ao lado vão ver montanhas de salada em todos os pratos.
  • Ayar meyhanesi – jantámos aqui, tem uma montra de peixe fresco, havia música ao vivo e gatos por todo o lado, a subir às cadeiras, a circularem entre mesas.

Onde beber um copo:

Nem todos servem álcool, não nos devemos esquecer que é um país muçulmano. Alguns espaços estão vocacionados para os narguiles e não para se beber um copo com álcool.

  • Luna garden – este é um espaço principalmente direcionado para a malta que vai para fumar as shishas ou narguile , mas serve refeições. O atendimento é lento mas um espaço é instagramável e muito frequentado
  • Kubi Coffee House – como o de cima
  • Old house hostel pub – servem álcool, têm happy hours, é barulhento, mas no sentido de animado e concorrido

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