Acontecem-nos de vez em quando coisas giras em viagem. Algumas têm logo graça, outras passam de serem assustadoras ou angustiantes durante o momento a hilariantes quando contamos a outros.

A vez em que atolámos na Argentina, que só tem graça quando contamos agora, outra na Turquia, quando achámos que íamos ficar sem combustível, ou o dia em que chegámos a um hostel que estava encerrado permanentemente, com reserva feita no booking, e que mesmo assim nos tentou cobrar a taxa de não comparência.

Desta vez falamos de Copenhaga, capital de um dos país dos mais felizes do mundo, gente cheia de boa onda, bem formados, apreciadores de vida com qualidade. Tudo para correr bem. Tínhamos apontado vários locais a visitar na cidade e íamos caminhando, parando para fotografias, o Tiago ia reconhecendo pontos da cidade de que se lembrava, a irmã apresentava outros. Chegámos ao Palácio Rosenborg mesmo a tempo da guarda sair do palácio para seguir para Amalienborg. A troca da guarda começa em Rosenborg às 11:30h, os militares saem do palácio e marcham até Amalienborg, onde trocam a guarda às 12:00h. Tem a sua graça ver os turistas a seguirem a guarda tipo flautista de Hamelin. Nós decidimos ficar em Rosenborg e ir ver as jóias da coroa.

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O museu tem três pisos do palácio mobilados com o que nós chamaríamos um terrível mau gosto. Há uma mistura de quadros, tapetes pendurados nas paredes, loiças, tetos trabalhados. Há peças engraçadas, com um detalhe impressionante, retratos da família real muito realistas, mas, no geral, é um bocadinho espalhafatoso. Depois, há dois pisos subterrâneos, um tem as armas e os barris de vinho e as peças em pérola e âmbar. O outro tem as jóias da coroa. Há várias coroas expostas que foram usadas nas sucessivas coroações e vários colares, anéis e outras jóias que pertencem à casa real.

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A nossa peripécia começa no piso das jóias. Estamos a ver as jóias, montra a montra, e começa a ser difícil chegar às duas últimas montras, as pessoas então encostadas a conversar e não saem da frente. Inicialmente chateia só por ser falta de educação, mas começa a ser estranho existirem pessoas a fazer “sala” mesmo junto à saída. É quando um dos seguranças diz ao Tiago que é impossível sair. O alarme disparou e agora as portas só abrem quando a polícia chegar e autorizar. Passa do meio dia e nós estamos os três fechados num museu rodeados de diamantes, ouro e esmeraldas. A polícia chega, super equipada, animada, e vê-se à partida pelas expressões faciais que é só uma formalidade, pois nada foi mexido. Saímos do palácio, mas afinal continuamos presos, agora nos jardins. No total devem ter sido vinte minutos de “cativeiro”. Tempo mais que suficiente para rever as jóias e perceber que a vida é uma animação até num simples museu.

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Há uma peça muito caricata no Gabinete verde. Frederico III ofereceu o “diamond ring”, de ouro e diamantes, à rainha Sofia Amália. Até aí tudo bem, mas diz a história que esta oferta foi feita após descobrir um caso da rainha com um funcionário. E o rei, cheio de, quem sabe, ironia, ofereceu-lhe um anel com um falo a ser agarrado por uma mão de senhora. Quando há criatividade e dinheiro tudo é possível.

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Diamond Ring (fonte: página oficial de Rosenborg)

Sugerimos que comecem por visitar o museu, que abre às 10h, e depois, às 11:30h, aproveitam para ver a guarda do muro junto ao palácio. Se comprarem bilhetes para os dois museus podem seguir a guarda até Amalienborg. Assistem à troca da guarda e de seguida entram no museu.  A troca da guarda é diária, mas a cerimónia varia consoante a presença da família real no palácio. Sabe-se quem está no palácio pela bandeira hasteada. Também recomendamos um passeio pelos jardins.

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Bilhete:

O museu custa 115 coroas para adultos e 75 para estudantes. Em bilhete combinado com Amalienborg custa 160 e ainda existe o bilhete para o Parkmuseerne. Por 245 coroas podem visitar 6 museus durante um ano.  A fila na bilheteira não era enorme, mas poupam tempo se comprarem online. O bilhete tem dia e hora marcada. Amelienborg custa 105 coroas, por isso a compra combinada leva a uma poupança de 60 coroas.

As mochilas têm que ser guardadas. Ou reservam uma moeda de 20 coroas para o cacifo ou pedem à senhora uma moeda “levantando-a” com cartão.

365 dias no mundo estiveram em Copenhaga de 9 a 10 de março de 2019

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