Os bilhetes estão comprados desde que decidimos que o destino destas férias seria a Islândia. Saímos da nossa guesthouse meia hora antes, caminhámos pelas ruas a observar a forma das casas, a reparar que a maioria das guesthouses têm painéis de códigos na porta e câmaras à entrada, tornando o seu reconhecimento fácil, principalmente fora do centro.

Reparamos nos edifícios, simples mas elegantes, nas janelas grandes, muitas vezes sem cortinas, deixando ver o interior e a sua decoração. Reparámos que muita gente já tem as casas iluminadas para o natal. E começamos a aproximar-nos do centro e a ver que Reykjavík também tem street art.

À medida que descemos para a sala de concertos e chegamos à costa o frio aperta. O vento regressa, o nariz gela, e percebemos que o conselho de vestir roupa em camadas faz todo o sentido.

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E chegamos à Sala de Concertos Harpa, faz um frio de “morte”, apreciamos o exterior do edifício que nos faz lembrar Copenhaga, apesar de não ter nada a ver. O edifício é de arquitetura contemporânea, gigante, vistoso mas elegante, todo revestido a vidro. De fora é possível ver as várias lojas que estão no interior. Vamos à bilheteira perguntar onde é o concerto e subimos. A sala é toda vermelha e a incidência da luz dá-lhe vários tons. No palco já se encontra a orquestra Sinfóníuhljómsveit Íslands e um relógio à direita do palco marca as horas. Tem principalmente instrumentos de cordas. O ensaio começa à hora certa, às 9:30h, e decorre num ambiente informal, com pausas, piadas e sempre em inglês. Somos poucos a assistir, a maioria das pessoas que visitam a Islândia não deixa muito tempo livre na capital e estes eventos continuam a ser caros. O ensaio é interrompido meia hora para intervalo e termina às 12:30h.

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A orquestra sinfónica da Islândia existe desde 1950 e dá concertos semanais na sala de concertos Harpa de setembro a junho. Os ensaios são abertos à quinta-feira. A página da orquestra diz-nos a sua composição, ilustrada com fotografias dos músicos. Depreendemos assim que não estamos a ver a orquestra completa. São 24 pessoas em palco, de várias idades e, pela língua oficial, provavelmente de várias partes do mundo. Depois do intervalo de meia hora, a orquestra já regressa completa, com mais músicos de instrumentos de sopro e percussão, e passam a ser 62 pessoas em palco. A orquestra já atuou com grandes nomes (como Luciano Pavarotti) e em grandes salas, como Viena e Nova Iorque.

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Não garantem percorrer todo o repertório nem a presença dos solistas, mas para nós valeu a pena gastar os 2000ISK (14,54€). As visitas guiadas têm datas próprias, acontecem cerca de três vezes por mês, têm a duração de uma hora e incluem música ao vivo. O preço é 2950ISK (21€).

Dia 1 de novembro atua aqui o Salvador Sobral e os bilhetes custam entre 6990 e 12990 ISK (50,27-93,41€). Dá que pensar… principalmente porque no mesmo dia em que estamos a assistir ao ensaio ele vai actuar na terra da Raquel, por apenas 12€.

365 dias no mundo estiveram na Islândia de 23 de outubro a 7 de novembro de 2019

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