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UM FIM DE SEMANA EM LONDRES (REINO UNIDO)

Londres é das cidades preferidas da Raquel, e tem conquistado o Tiago. Já fomos várias vezes, e finalmente temos um roteiro de 3 dias imperdível, com clichês e novidades.

Há cidades que nos chamam, nem que seja dois dias, assim aquela escapadinha de fim de semana. Londres é uma delas. Haverá algo melhor que um fim de semana em Londres? Londres é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. É base financeira, turística, uma porta para expatriados, uma cidade de start-ups… ou era, principalmente até ao Brexit. Ainda continua a ser muito importante, mas ter saído da União Europeia fez com que algumas empresas procurassem um novo pouso dentro da UE para se estabelecerem. O exemplo máximo é o do Revolut que largou Londres e se acomodou na Lituânia. A Agência Europeia do Medicamento também teve que ser deslocada e agora fica em Amesterdão.

Londres é uma cidade extremamente importante para as famílias portuguesas, já que muitas viram os seus filhos recém-licenciados emigrar para lá. Hoje é raro o hospital que não tem uma pequena comunidade de portugueses lá dentro. Também há professores, engenheiros civis, IT, etc. É graças a esta onda migratória Portugal-Inglaterra que a Raquel vai volta e meia a Londres dar uns abraços de saudades. Se pensarmos em termos de turismo, a saída do Brexit não tornou as idas ao Reino Unido muito diferentes. Há algumas preocupações a ter na preparação, mas deixemos isso para o fim.

Deixamos aqui um roteiro de fim de semana em Londres, feito com quem lá vive. Claro que estão aqui os clichés todos, mas há mais. Há mercados, zonas de restauração mais calmas e sítios menos procurados.

DIA 1

Devem ir de metro até Green Park (linhas Jubilee, Piccadilly e Victoria). O dia começa então em Green Park, explorem o parque enquanto descem até ao Buckingham Palace. Os parques de Londres têm imensos esquilos. Não somos a favor de aliciar os esquilos com comida para as fotos ou videos, mas cada um sabe de si.

Londres, esquilo

Recomendamos que assistam à troca de guarda (falámos da nossa experiência no artigo do render da guarda). Estudem antes os horários. Não sabemos se muda alguma coisa, agora que o rei mudou, provavelmente algumas saudações. Vejam e contem-nos!

Londres, palacio de Buckingham

Atravessem o St James Park em direcção a Horse Guards Parade, Whitehall. Ao longo de Whitehall existem vários monumentos a homenagear os antigos combatentes, as mulheres e os animais durante as guerras. A partir do Cenotaph (memorial de guerra) a rua muda de nome, e passa a Parliament St. Se contornarem o quarteirão encontram os Churchill War Rooms que merecem a visita. Pertencem ao Imperial War Museum. São visita quase obrigatória para os amantes ou fascinados pela II Guerra Mundial. A visita custa £26,35, mas como a variação de preços é algo complexa sugerimos que vejam no site. Só uma nota sobre The Cenotaph (túmulo vazio), é um dos pontos importantes no Rembrance Day (13 de novembro).

rembrance day, Londres

Próximo fica Downing St. É a residência oficial do/a Primeiro/a Ministro/a, não é visitável, mas é uma fachada famosa pela TV. Quem se lembra da farta cabeleira loira despenteada de Boris Johnson à porta da residência oficial? Quem também vive em Downing St é Larry (desde 2011). Talvez seja, a seguir à falecida rainha Isabel, a “personalidade” que mais primeiros ministros viu passar em Downing St. Larry é o caça-ratos oficial da residência, e um gato. Sobre o caça-ratos, é uma posição que existe mesmo e quando o gato morre, é substituído.

Se continuarem ao longo da Parliament St chegam a Westminster Abbey. A catedral também merece a visita, apesar do bilhete, £27, tal como toda a Londres, não ser barato. Recomendamos que vejam antes o horário no site, é que varia bastante, mas normalmente fecha as 15:30. O funeral da rainha Isabel foi aqui.

Londres

Vão passar pelas Houses of Parliament e o Big Ben, mas atravessem a ponte Westminster Bridge para a melhor vista do relógio mais famoso do mundo. Podem visitar o parlamento por £29, numa visita de 75 minutos. Quanto ao relógio de 1859, já foi possível visitar a Torre Isabel (ou Elizabeth Tower), mas desde as obras as visitas estão suspensas.

Londres
O Big Ben esteve em obras de 2017 até 2021.

Deste lado da ponte têm a famosa roda gigante London Eye (a partir de £32,5), Sea Life (a partir de £29), Florence Nightingale Museum, fica dentro do Hospital St Thomas (fecha segunda e terça-feira, £10).

Sobre parar para almoço, Londres é caro e vão ver muita gente com a sua marmita (que trazem de casa ou compram em qualquer lado) num banco de jardim a desfrutar dum almoço ao ar livre. Façam o mesmo. Nós encontrámos o mercado de St Thomas, em frente ao hospital, a funcionar e comprámos lá o nosso almoço. Podem aguentar até ao Borough Market e comer lá. Perto do mercado têm o The Golden Hinde, o navio onde Sir Francis Drake fez a rota de circunavegação de 1577 a 1580. Custa £6. Caminhem pelo rio (The Queen’s Walk). Vejam as pontes, são mais de uma dezena. O Imperial War Museum tem aqui o HMS Belfast. Custa £24,5 (preço actualizado a 2023), mas há outros preços, vejam no site. É um navio de guerra, e sugere-se 3 horas de visita.

Antes dos barcos, junto à Millennium Bridge, existem o Tate Modern Museum e o Shakespeare’s Globe. O Shakespeare’s Globe é um teatro, podem fazer visitas guiadas de 50 minutos por £16. Também podem optar pelo Chá da Tarde Shakespeare por £32,5 ou pela Shakespeare’s True Crimes Walking Tour por £22. Nós recomendamos, e andamos a tentar assistir a uma peça durante uma estadia em Londres. Comprando com antecedência encontram bilhetes a £5.

Queremos falar do The Shard, onde existe uma vista panorâmica por £28. O arranha céus tem restaurantes, a vista e um hotel. Podem lá jantar. Não garantimos que seja acessível. Ainda não subimos, mas queremos ir.

DIA 2

Este dia começa junto à Tower Bridge (paragem de metro Tower Hill). Na Tower of London têm as jóias da coroa. Mais uma vez os bilhetes são caros, £29,90 para visitar a torre e jóias, ou £39,90 num bilhete combinado com a ponte ou só a ponte por £11,40. A Raquel viu a exposição das jóias numa visita a Londres em miúda e ficaram marcadas na memória. São mais de 100 objectos e 23 mil pedras preciosas. A visita à torre demora quase toda a manhã, por isso almocem na zona, por exemplo St Katharine Docks, com vários sítios onde comer (The Dickens Inn, entre outros). Tentem encontrar Girl with a Dolphin, uma estátua com uma vista porreira (e não habitual, para a ponte da Torre de Londres). A ponte é basculante e uma imagem da cidade. Já que os dois lados sobem num minuto até aos 86º. Querem ver a ponte da torre aberta? É possível, porque as datas de abertura são publicadas online.

Vão desmoer o almoço no lado norte do Tamisa até à Millenniun Bridge. Aí encontram umas escadas (St Paul’s Walk para St Peter’s Hill) que dão acesso à catedral (St Paul Cathedral). Aqui casaram Diana Spencer e o atual Charles III. Comprem o bilhete para visitar a cúpula, vale a pena, são £18. Caso não queiram gastar dinheiro, podem subir até ao rooftop do shopping One New Change e têm uma vista privilegiada para a catedral ou podem ir ao Sabine Rooftop Bar. Não é a mesma coisa, mas ficam com uma vista privilegiada sobre a catedral.

Sigam de metro ou autocarro para o British Museum, que é grátis.
Nota: não conseguem visitar a catedral e o museu numa tarde se quiserem explorar o interior.

Para terminar o dia mais uma caminhada do museu até ao Convent Garden ou Soho. Jantem e bebam um copo por aí.

Há aqui duas praças míticas, Leicester Square e Picadilly Circus. Na primeira têm as lojas da Lego e da M&M e a TKTS, para comprar bilhetes para musicais mais em conta. Leicester Square tem um belo mercado de natal.

DIA 3

Comecem o dia em Oxford Circus e andem até Marbel Arch. Vão explorar Hyde Park e Kensington Garden e Palace.

Desçam a Exibition Road para encontrarem os Science Museum, Victoria and Albert Museum e Natural History Museum.

Já não vão encontrar a pista de gelo no Museu de História Natural, terminou em 2021.

Podem visitar o Harrods, um velho armazém que se transformou num conjunto de lojas de luxo. Enquanto centro comercial tem piada pela sua arquitectura e requinte, enquanto quadrilhice tem a graça de ter sido de Mohamed Al Fayed e agora da família real do Qatar. Vamos deixar este dia assim, porque o Museu de Historia Natural é um mundo.

EXTRAS, a visitar com mais tempo

Se tiverem mais tempo em Londres, para além do fim de semana explorem alguns extras míticos.

Abbey Road, o estúdio onde os Beatles gravaram discos e a rua onde foram fotografados para a capa do disco. É interessante, principalmente se forem fãs ou músicos. O estúdio fica no bairro de St John’s Wood, e é este nome que têm que procurar na linha de metro (Jubilee). Não se enganem, nem confundam com a estação Abbey Road na DLR.

Notting Hill é o título do clássico romântico com Hugh Grant e Julia Roberts, mas também é o nome dum bairro londrino. As cores do bairro, as portas das casas são um dos atractivos.

Podem sempre ir também ao Kyoto Garden, inaugurado em 1991 pelo actual rei Carlos III e o príncipe herdeiro do Japão nos festejos do Festival do Japão. Fica dentro do Holland Park.

Dica: o tempo em Londres é instável. Se apanharem chuva podem explorar os museus, mas não deixem que os pingos vos parem os planos. Se estiverem à espera de dias de sol vão perder a oportunidade de conhecer Londres.

Podem ler as nossas dicas sobre a arquitectura da cidade ou sobre os diversos museus de Londres, alguns grátis.

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