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LEGOLAND: TUDO O QUE PRECISA SABER (DINAMARCA)

O mundo Lego é fantasia, diversão, construção e imaginação. É isso que é a Legoland, um parque de diversões onde o rei é o Lego.

Fomos à Legoland!!! No início do 2023 pensámos (a Raquel, claro) “porque não ir à Dinamarca? Só conhecemos Copenhaga. O país é a casa-mãe da Lego, a Maria e o Tiago gostam de legos”. Foi uma ideia algo precipitada porque há outras opções dentro do mundo Lego e escolhemos a mais cara. Para nós fez sentido ir onde um dos grandes brinquedos do mundo nasceu, mas a Dinamarca é um destino bastante acima do custo de vida português.
Falemos da Dinamarca: está no pódio dos países mais felizes do mundo (2º lugar em 2023), pertence à UE mas não ao €, tem família real, que esteve envolta em polémica quando a rainha decidiu reduzir o número de membros, está muito comprometida com a redução das emissões de carbono (segundo o Índice de Desempenho Ambiental, juntamente com o Reino Unido, conseguirá atingir as emissões líquidas zero até 2050), o seu ensino e o apoio à parentalidade são muito elogiados, mas é um país bastante caro para portugueses, tanto no alojamento como nas refeições e nas atrações.

A Lego nasce pelas mãos de Ole Kirk Kristiansen a 10 de agosto de 1932. O carpinteiro vivia em Billund e na sua pequena oficina criava brinquedos de madeira. A oficina original fica na rua que termina na Lego House. Lego significa brinque bem (LEg + GOdt) e, embora tenham começado em madeira, rapidamente se tornaram de plástico. O sucesso da marca de blocos empilháveis foi tão grande que começou a receber milhares de visitantes na fábrica. Os visitantes queriam ver as peças e as construções possíveis. Decidiram assim, em 1968, abrir a Miniland, que ainda existe, mas já lá vamos. Hoje os 8 parques Lego recebem mais de 15 milhões de visitantes por ano.

A Legoland existe em vários países: Dinamarca, Reino Unido, Alemanha, EUA, Japão, Malásia, Dubai, Coreia e Itália, este último um parque aquático. Mais do que um parque diversões, a Legoland é um resort. Ali encontram tudo o que precisam para dias de diversão em família: hotéis, restaurantes, atrações, etc. Não fica barato, mas é uma experiência a ter uma vez com crianças fãs de legos.

Legoland Resort Billund

O Legoland Resort não fica atrás de outros parques temáticos europeus e trouxe uma vida nova a Billund. O tema é sempre o mundo Lego: Movie World, Knight’s Kingdom, Ninjago, Duplo, etc.

Áreas

  • The Lego Movie World: entrando no mundo dos Filmes Lego encontram 4 atrações.
  • Duplo Land: aqui encontram o mundo dos mais pequenos, o Lego Duplo. São 4 atrações para o deleite dos menores de 3 anos. Apesar de ser onde a idade da Maria encaixa quase não andámos nestes.
  • Knight’s Kingdom: o mundo das princesas é aqui. São duas atrações e o castelo onde acontecem as peças de teatro no verão. Vale a pena sentar para ver a peça de teatro.
  • Legoredo Town: aqui ficam 4 atrações e 3 actividades para crianças. Podem construir barcos e monstros ou procurar ouro no rio.
  • Miniland: Toda a área tem 10 atrações e o parque começou em 1968 com as suas construções em miniatura. São réplicas de edifícios, como o aeroporto, a Lego House, o Burj Khalifa, de zonas de cidades como Nyhavn. A área é dinâmica, com barcos, comboio, carros ou aviões em movimento, tudo feito com mais de 20 milhões de peças Lego. Algumas áreas permitem interação. Recomendamos esta zona com crianças da idade da Maria. Podem andar de comboio, barco, fazer um safari e ter uma vista panorâmica no Legotop. A escola de trânsito funciona para crianças dos 6 aos 13 anos e não está incluída na entrada.
  • Lego Ninjago World: aqui achámos que a Maria não ia gostar, mas gostou. São 3 atrações e nós fomos na Ninjago Ride, com os óculos 3D para utilizar os 4 elementos.
  • Adventure Land: neste mundo de aventura estão 4 atrações, os X-treme Racers foram os que trouxeram um bocadinho de adrenalina durante a sesta da Maria. O The Temple e o Fire Brigade têm graça por vos meterem em competição com outros.
  • Polar Land: são 3 atrações e aqui tivemos azar. Duas delas envolvem bastante adrenalina e ainda conseguimos entrar no Ice Pilots, que não estava a funcionar bem. O Polar X-plorer (montanha russa) estava avariado.
  • Pirate Land: aqui vão a banhos, ou não chegassem os piratas de barco. São 5 atrações e recomendamos todas. A Pirate Splash Battle põe-vos a batalhar com outros barcos e pessoal de terra.
  • Imagination Zone: são 3 atrações, sendo uma delas Atlantis pela Sea Life. É engraçada porque combina os aquários Sea Life com personagens Lego.
  • Brick Street: para quem não quer perder a oportunidade colocar mãos à obra e construir coisas é aqui que tem de ir. Nós dispensámos porque já o tínhamos feito na Lego House e não queríamos perder tempo.

Atrações preferidas

Gostámos do Atlantis by Sea Life, de todas do Adventure Land, da Miniland e da Knight’s Kingdom, mas talvez tenham tido mais graça por envolverem água as do Pirata Land.

Preço

Se viverem na Dinamarca os passes anuais são MUITO vantajosos, custam menos do que dois bilhetes simples da época baixa. Comprem no site do Legoland Bilund Resort directamente.

Preço 1 dia: 499 DKK- 67€, comprado online a partir de 329 DKK- 44€.
Preço 2 dias: 668 DKK- 89€, comprado online a partir de 498 DKK- 67€.

Dicas

Podem comprar bilhetes combinados com a Lego House a 629 DKK – 84,5€.

O parque de estacionamento paga-se pela matrícula. O passe anual de estacionamento custa 160 DKK. O diário custa 60 DKK – 8,05€ e podem comprar a partir de casa para não terem de pagar na caixa. Comprem directamente no site da Legoland Billund Resort Parking.

Por 200 DKK – 27€ podem ter todas as vossas fotografias das atrações. Nós não comprámos nenhuma, algumas não ficam bem, outras não se vêem as caras porque são tiradas no escuro. Achámos desnecessário, mas para famílias com crianças mais velhas pode ter graça.

A partir de 299 DKK – 40€ podem “marcar” lugar digital nas filas e explorar o parque enquanto o vosso sítio fica guardado. Na época em que fomos seria desperdício de dinheiro.

Hotéis

Os hotéis oficiais incluem a entrada no parque, mas também são bastante mais caros. A nossa experiência de pesquisa mostra que famílias com miúdos adolescentes, que já pagam como adultos, vão pagar muito mais nestes hotéis oficiais.

Hotel Legoland: fica quase dentro do parque, pois está ligado por uma passagem. Os quartos são temáticos. Existem carregadores para carros eléctricos. Desde 1199 DKK (160€). No edifício fica o restaurante Panorama e a loja da Lego.

Legoland Castle Hotel: tem 142 quartos encantados a partir de 3295 DKK (442,50€). Tem o Knights’ Tavern Restaurant.

Legoland Holiday Village: Podem ficar nas cabines, no parque de campismo ou no Motel. Os preços começam nos 242 DKK (32,50€). Tem o Pirates’ Inn Restaurant.

The Lodge Billund: fica a 300m do parque temático. Tem piscina interior e inclui pequeno-almoço.

Lalandia Billund: fica a 5 minutos de carro da Legolandia. Para além do parque temático tem chalés familiares com cozinha. Podem ser T2 (4 adultos), T3 (6 adultos) ou T4 (8 adultos), este com sauna e 2 WC. Inclui pequeno-almoço.

Hotel Svanen Billund: inclui pequeno-almoço, fica a 500m da Legoland e do Lalandia Billund Resort.

Nós optámos por alugar carro e ficar fora de Billund. Era um sótão demasiado quente, mas tinha dois quartos e um WC.

Booking.com

Onde Comer

Há vários locais onde podem comer, mas também podem levar a vossa comida. Existem várias zonas de picnic. A melhor é junto à Pirate Land. São relvadas e com sombras.

Pirates’ Inn Restaurant: O pequeno-almoço e o jantar são em buffet, e ainda podem encomendar take-away para o dia.

Knights’ Tavern Restaurant: o pequeno-almoço e jantar são em buffet (jantar 449 DKK, adulto, 199 DKK dos 3 aos 12 anos e 299 DKK dos 13 aos 17 anos).

Panorama Restaurant: o serviço tanto pode ser à carta como em buffet custando 149 DKK dos 3 aos 12 anos e 349 DKK a partir dos 13 anos. É o único dos três aberto ao almoço, a la carte, com pratos que se iniciam nos 55 DKK.

Com bebés e crianças abaixo dos 3 anos

Até aos 3 anos (inclusive) a entrada é grátis. Nem sequer precisam de tirar bilhete.

Podem entrar com carrinhos de bebé, mas o parque tem para alugar (150 DKK, inclui os 100 DKK de depósito) à entrada.

Existe uma zona para bebés junto à escola de trânsito e à enfermaria. Aqui encontram o habitual, zona de alimentação com cadeiras altas, microondas e aquecedor de biberões, zona de mudança de fraldas e WC. Para nós foi fantástico terem disponíveis fraldas (tamanhos 3, 4 e 6) e toalhitas (marca Libero) para utilizar gratuitamente.

Se o vosso bebé medir menos de 90 cm (caso da Maria) há várias atrações onde ela não vai poder entrar. São bastante rigorosos. O nosso conselho é esperarem pela hora da sesta para irem às atrações onde ela não entra.

Conselhos

  • Fazer seguro: nós fazemos pela IATI, neste momento escolhemos sempre o família, por causa da Maria. Com o nosso link a IATI dá-vos 5% de desconto;
  • Levar o Cartão Europeu de Doença (CESD): tira-se na Segurança Social, e agora perguntam vocês, então se levam o CESD para quê o seguro? O CESD só funciona no sistema público;
  • Levar um cartão tipo Revolut;
  • Nós fazemos sempre o registo da nossa viagem na APP Registo Viajante, já fazíamos antes da pandemia, e apesar de nunca termos precisado continuamos a achar que é importante.

O artigo pode incluir links afiliados.

365 dias no mundo estiveram em Billund de 16 a 20 de junho de 2023

Podem ler outros artigos sobre a Dinamarca.

Roteiro de 3 dias em Copenhaga

Copenhaga, a terra da pequena sereia

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12 respostas

  1. Minha nossa, que espetáculo a Legoland, meu neto ia amar, eu fiquei encantada com a estrutura do parque, mas adorei sua dica de esperar a tamanho certo do bebê para poder entrar em todos os brinquedos.

  2. Sempre achei incrível a história da Lego, de como um brinquedo criado no interior da Dinamarca ganhou o mundo e se tornou esse fenômeno mundial. Adoraria levar meus filhos para conhecer Billund, onde tudo começou, e todos os parques da Legoland… mas se já é meio proibitivo para os portugueses, para nós brasileiros é ainda mais, é uma viagem que precisa ser bem planejada.

    1. É um país muito interessante, mas bastante caro. Pode valer a pena para um brasileiro fazer uma viagem maior, explorando mais cidades ou países vizinhos, para reduzir o peso monetário de cada de dia. Mesmo nós viajamos pouco para o norte da Europa porque são viagens caras.

  3. Na minha adolescência fiz intercâmbio na Dinamarca e fui visitar a Legoland original! Naquela época que não tinham outros parques do tipo espalhados pelo mundo era mais especial ainda ver as miniaturas de monumentos famosos, locais turísticos do país etc! Eu nem curto os brinquedos radicais de parques de atração então pra mim é a melhor parte!

    1. A miniland também foi das nossas partes preferidas. É incrível ver um edifício gigante de repente a uma escala em que podemos olhar para ele de todos os ângulos.

    1. Talvez fizéssemos diferente, iríamos com a Maria ligeiramente maior. Achamos é que é necessário perceber que das opções europeias, provavelmente a Legoland de Billund será a que fica mais cara. Só que é a única na cidade-mãe da Lego, e isso faz valer a pena.

  4. Meu filho adora Lego, por isso estou super empolgado para conhecermos a Legoland. Suas dicas foram valiosas, já salvei todas. Valeu

  5. Se um dia eu for a Legoland na Dinamarca, com certeza será o fim da minha maturidade, pois vou virar criança ali rs Adorei as dicas e fiquei com muita vontade de conhecer!

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