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BAGAGEM DE PORÃO OU SÓ DE MÃO?

Houve tempos que o bilhete de avião incluía vários serviços, como a bagagem. Desde que deixou de acontecer, para poupar na mala de porão, perde-se tempo a tratar da bagagem de mão.

Recentemente estivemos em Londres e foi a nossa primeira viagem com regresso em voos separados. Viajar com bagagem de mão VS mala de porão tornou-se uma questão. 

Quem não quer poupar uns €€€ em voos para tentar viajar mais vezes? Dito assim quase toda a gente, mas será que queremos mesmo fazer a mala para a nossa viagem de forma condensada e espremida para não pagar mais? Diríamos que não. A chatice de pensar na roupa, sapatos, produtos de higiene e acessórios a levar, de gerir os líquidos, de utilizar bolsas de compressão, de ver as dimensões da bagagem permitida por companhia aérea pode complicar e criar ansiedade antes da viagem. A escolha entre bagagem de mão ou mala de porão é a maioria das vezes meramente financeira e não por conforto.

bagagem de mão ou mala de porão

Bagagem de mão VS Bagagem de porão

Eu, Raquel, prefiro a leveza de outros tempos em que não levava nada nas mãos e que passava no controlo muito rapidamente só com uma mala/mochila onde vão os bens necessários ou os eletrónicos. A não ser que seja um voo e/ou estadia curtos, a mala de porão é a minha preferência.

Na nossa opinião as restrições de bagagem transformaram uma passagem rápida no controle de segurança na imensa fila de passageiros dos dias atuais. A maioria das pessoas está a abrir mochilas para tirar computadores, a passar os produtos de higiene para saquinhos descartáveis transparentes que alguns aeroportos ainda exigem, a despir as camadas de roupa que vestiu para não encher a mochila, a descalçar as botas que vão calçadas porque são volumosas, a tirar os phones e os cintos, a almofada do pescoço, a mostrar o cartão de embarque e alguns até a deixar os líquidos que não cumprem as regras. Passar na segurança tornou-se um ato complicado, porque quase todo o passageiro viaja preferencialmente com bagagem de mão. Com crianças pequenas/bebés (até aos 24 meses) os líquidos que lhes são permitidos (leite, sopas, etc) têm que ir à parte no raio-x, os carrinhos têm que ser fechados, a criança tem que ir ao colo e às vezes até há uma revista manual. Viajar com carrinhos tem a agravante de nos serem retirados à porta do avião e muitas vezes entregues nos tapetes, ou seja, voltamos a perder o tempo que achávamos que íamos poupar ao não ter bagagem de porão.

Para o Tiago (que regressava com a Maria) ter facilidade de chegar ao aeroporto (de comboio), embarcar, voar, desembarcar e chegar a casa fiquei eu com a responsabilidade de trazer a roupa dela. Eles partiram com o carrinho e duas mochilas pequenas. Isso deixou-me com a mochila grande, a mala do computador e um saco de amenities da feira de turismo que nos levou a Londres. Se preferia ter despachado a mochila maior? Adoraria! Se quis pagar esse serviço? CLARO QUE NÃO. Calhou as funcionárias de terra de Heathrow decidirem inventar a aldrabice que o comandante do voo da TAP não queria bagagem de mão e que estavam a tentar não pesar as malas para não cobrar quem excedesse os quilos (8+2kg). Acabei por entregar a minha mala, satisfeita, mas sabendo que a probabilidade da ordem vir da TAP ser bastante baixa, o que confirmei assim que entrei. Perdi algum tempo à chegada para recolher a minha mochila convertida em mala de porão, mas se fosse só com bagagem de mão a diferença de tempo não era abismal.

Porque é que este meu testemunho me traz a esta reflexão? Não estaremos a encher os aeroportos de bagagem de mão que entopem o controlo de segurança, portas de embarque, compartimentos superiores de aviões por mera ganância das companhias aéreas que cobram a mala de porão? Não será esse um dos fatores que leva a atrasos? Há inúmeros vídeos no TikTok com truques para levar mais roupa respeitando a dimensão da bagagem incluída e até mochilas recomendadas como o melhor modelo para levar o necessário. O tempo que se perde quando no embarque decidem “medir” as malas para cobrar, ou a tentar por mais uma mala no compartimento superior do voo e o desconforto em que se faz a viagem levando aos pés uma mochila, não será o que perdíamos antes na espera da bagagem? Mas porque é que quando nos pedem para entregar o trolley (bagagem de mão) também não o queremos fazer? Pelo tempo que perdemos à espera da mala no tapete (num destino sem fronteiras abertas não se aplica, porque já se perde tempo no controlo de passaportes)? Ou pelo receio de perder a bagagem? Ou será medo de nos danificarem as malas? Ou será que é porque a mala foi feita para seguir connosco e agora prepará-la para ir para o porão é um aborrecimento (colocar cadeado, tirar coisas de valor)?

A nossa escolha

Podemos dar o nosso testemunho, após a Maria nascer, voar de low cost ou companhia área normal passou a ser quase igual. Para podermos circular no aeroporto sem grandes preocupações e peso e também por muitas vezes o carrinho ser devolvido apenas nos tapetes, viajar com bagagem despachada passou a ser vantajoso. O que ganhávamos em tempo no controle de segurança perdíamos em €, pois bilhetes low costs convertiam-se em bilhetes convencionais (bagagem mais a taxa de bebé por percurso e a obrigação de pagar lugar ao acompanhante do bebé), fomos algumas vezes à Madeira e a escolha da companhia área não era pelo preço, porque no final custavam quase todas o mesmo, mas sim pelo horário.

Provavelmente quando deixarmos de voar com carrinhos, ou se viajássemos com um yoyo (ou um modelo similar) viajar com bagagem de mão voltaria a compensar porque deixamos de ter que levantar o carrinho no tapete. Lembrem-se que se o carrinho entra na cabine que pode ser considerado bagagem de mão e aí o que ganham em tempo perdem em bagagem.

Digam de vossa justiça. Preferem pagar o mínimo possível e levar só a mochila não vos chateia ou preferiam quando o preço dos bilhetes incluía a bagagem? 

bagagem de mão em Toulouse

Dicas

  • Tenham uma capa para a vossa bagagem de mão, assim se tiver que ser despachada vai protegida.
  • Guardem um cadeado com chave ou de código à mão caso tenham que entregar a bagagem de mão.
  • Tenham um saco tipo tote bag acessível, caso vos queiram tirar a bagagem de mão conseguem ter onde guardar os artigos de valor, como portátil, documentos, etc.
  • O Tiago tem arriscado não tirar os produtos de higiene da mochila no controlo de segurança, têm sido raras as vezes que isso é um problema. Em muitos aeroportos as regras mudaram e já nem é obrigatório tirar os produtos.
  • Se o vosso medo é que vos percam a mala já há várias pessoas a partilharem a opção de colocarem AirTags (ou produtos equivalentes) dentro para saberem onde está.

Bagagem de Mão – dimensões por companhia aérea

Exemplos:

  • Ryanair: 1 item pessoal de 40x20x25cm (uma mochila pequena), que vai debaixo do banco. Prioritário: 2 itens pessoal, 1 mala de 10kg de 55x40x20cm e a mochila pequena. A mala de 10kg custa no balcão de embarque 35,99€ (pago em cartão e por percurso). A mala de porão de 20kg custa 70€ (pago em cartão e por percurso) no balcão e cada quilo extra 9€. Podem verificar outras taxas na página da Ryanair.
  • EasyJet: 1 item pessoal de 45x36x20cm, que vai debaixo do banco. É possível levar 1 mala de 10kg de 56x45x25cm reservando o speedy boarding. Os membros do EasyJet Plus ou com tarifas FLEXI podem levar a mala de cabine grande sem pagar.
  • TAP: 1 bagagem de 55x40x20cm, até 10kg e 1 item pessoal de 40x30x15cm e até 2,5kg.
  • Lufthansa: 1 bagagem de 55x40x23cm, até 8kg e 1 item pessoal de 40x30x10cm. 
  • Iberia: 1 bagagem de 56x40x25cm, até 10kg e 1 item pessoal de 40x30x15cm.
  • Emirates: 1 item pessoal ou bagagem de 55x38x20cm, até 7kg.
  • TAAG: 1 bagagem de até 115cm (soma de altura, largura e profundidade, por exemplo dimensões da TAP), até 8kg e 1 item pessoal.

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8 respostas

  1. Eu sempre prefiro viajar apenas com a bagagem de mão. Mesmo antes de mudarem as regras, eu já tinha esta preferência. Tenho o costume de levar o essencial, mas se for necessário, preparo uma bagagem para ser despachada ao porão. Depende mais do meu estilo de viagem…

    1. Se formos sozinhos também, mas desde que somos três viajamos muito com bagagem de porão, porque o carrinho vai quase sempre para o tapete.

  2. Concordo com vc em muitos pontos. Viajar só com mala de mão tem suas vantagens, a principal delas é descer do avião e poder sair do aeroporto com facilidade, e também não correr o risco de ter a bagagem extraviada. Por outro lado, essas restrições todas que as companhias aéreas colocaram no despacho de bagagens fez com que a maioria das pessoas optassem por bagagens de mão maiores, o que sempre complica no embarque e na acomodação das malas na cabine.
    E especialmente para viagens mais longas, ou no período do inverno, acho bem complicado viajar só com bagagem de mão, ainda mais quando se viaja com crianças.

  3. Com certeza, a mudança nos bilhetes de avião trouxe novos desafios, como lidar com a bagagem de mão para economizar. Apesar do tempo extra investido, a flexibilidade e economia valem a pena. Adaptações sempre trazem vantagens e desvantagens, mas com um pouco de planejamento, tudo se ajeita!

  4. Eu prefiro viajar só com mala de mão, mas é praticamente impossível hahahha porque minhas viagens costumam ser longas. Preciso aprender a arrumar de forma que leve apenas a bagaem menor.

    1. Comprei a mala que todos defendiam ser ótima. Não gostei, não durou, e não cabe nos encaixes controlo das low costs. So se nao for cheia.

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