Atualizado a 6/3/2026
Viena é uma cidade onde a Raquel volta de forma recorrente (2011, 2014, 2018 e 2026) por questões profissionais e de todas as vezes é especial. Juntos nunca tínhamos ido, e 2018 foi um ótimo ano para isso. A capital da Áustria é a sede de inúmeros organismos internacionais, como a OPEP, a OSCE e a AIEA. É uma cidade acolhedora, mas fria, mãe das valsas e das óperas e do apfelstrudel. Foi a capital do império austro-húngaro e uma das cidades mais importantes do mundo.
A rede de transportes da Viena e a sua organização são fantásticos e é fácil sair e chegar do aeroporto ou até ir de autocarro para uma cidade dum país vizinho como Budapeste ou Bratislava. O Danúbio também permite chegar de barco, nunca tivemos essa sorte porque o serviço suspende-se no inverno.
A cidade é claramente imperial, com muita arte e arquitetura típica, como a imponente ópera, e outras salas mais pequenas. O centro de Viena faz-se bem a pé, mas temos os eléctricos (bondinho) numa linha circular que nos fazem lembrar o nosso 28E de Lisboa. É uma cidade com muitas lojas de alta costura, de jóias, chamando a atenção pelas maravilhosas montras como a da austríaca Swarovski.
É possível fazer uma visita guiada curta à loja da Swarovski com ou sem champanhe. Recebem um brindem no fim. Também é possível visitar o Mundo Swarovski em Wattens.
Há um turismo que vem pelas compras, e consoante a altura do ano há turistas que vêm em trabalho, movimentando a cidade e aumentando os horários do metro. As viagens da Raquel são geralmente pelo Congresso Europeu de Radiologia (ECR) e nota-se claramente que toda a cidade está inundada de gente da saúde. Vêem-se as mesmas caras nos hotéis, transportes, restaurantes, bares e discotecas. Acabando por se arriscar um bocadinho nos locais a visitar para abafar o ambiente congresso.
É uma cidade simpática, cordial, as pessoas falam bem inglês em todo o lado, mas não são tão calorosas como nos países latinos. A vantagem disso é que serão sempre muito educadas, mas a desvantagem é que serão inflexíveis, se a cozinha já fechou não terão a típica tarte de maçã quente, será servida fria.
O que fazer
Palácio de Schönbrunn: é o Versalhes de Viena, um palácio gigante, imponente, um museu imperdível, com jardins únicos. Pode ser visitado de formas diferentes, variando o preço consoante aquilo que se conseguir visitar. Custa de 38 a 69€, mas para realmente visitar o que interessa o bilhete nunca custará menos de 38€. Se gostam da história de Sissi, a imperatriz teve aqui a sua residência de verão. Mozart tocou aqui para a família imperial.
Chega-se de metro e assim que passarem os portões verão o quão imponente é o palácio. No inverno os jardins fecham. Linha U4.
Dentro dos portões à esquerda há uma confeitaria da famosa tarte de maçã. Há horas para fazer a visita e assistir à preparação em directo. A Raquel assistiu, e como era a única o confeiteiro fez questão de lhe dar uma caixa cheia de fatias para ela comer em casa. Durante toda a estadia tivemos sobremesa. O strudelshow já não é no café Residenz, a gestão mudou em janeiro de 2024. Gerstner K.u.K. Hofzuckerbäcker passou a gerir o espaço. Acontece às 11, 12, 15 e 16h. Custa 9,5€ assistir à preparação (apple strudelshow) e comer uma fatia, 19,90€ com mais uma bebida quente incluída.
Kaiserliche Wagenburg: o museu de carruagens fica dentro dos jardins do Palácio de Schönbrunn. Alberga 170 veículos, inclusive os que transportaram Sissi e é das maiores coleções do mundo. Custa 12€.
Stephandom: a catedral de santo Estevão, parece estar eternamente em obras. Começou a ser construída em 1137 e até aos dias hoje já passou por remodelações e acrescentos, sofreu dois incêndios e o órgão esteve em renovação. Há agora concertos com o órgão novo, sábados às 20:30. A sua fachada esteve durante algum tempo em recuperação. Pode ser visitada de segunda a domingo por 29€. As visitas guiadas à catedral custam 9€, mas no bilhete tudo incluído o audio-guia é grátis e inclui a visita às catacumbas. Visitar a torre sul custa 6,5€ e a norte 7€, esta tem elevador. Fica em Stephanplatz (U1 e U3).

Sabiam que no nº619 da Praça existiu até 1866 a Casa do Elefante, porque o primeiro paquiderme chegou em 6 de março de 1552. Esteve instalado no zoológico Schloß Kaiser-Ebersdorf. Foi sabendo disto em Salzburg que Saramago teve a ideia para a viagem do elefante.
Podem ler o nosso artigo sobre a viagem do elefante em Portugal.
Mozarthaus: muito perto da catedral encontram a casa de Mozart, se querem ver onde viveu de 1781 a 1791 e saber algo da sua vida privada por 16€ podem fazê-lo. Mozart é uma figura importante na Áustria, até os seus bombons se chamam Mozart.

Wiener Staatsoper: foi inaugurada com uma obra de Mozart a 1869. A sala é muito imponente e vistosa, fica no centro da cidade. De segunda a domingo há visitas guiadas a 15€, mas pode valer a pena assistir antes a uma opera nos lugares em pé (mais baratos). Comprando com antecedência é possível encontrar bilhetes a 15€, como para Werther, para março de 2025. Não se esqueçam que ir à ópera ou à valsa é O evento dos austríacos. Devem ir vestidos com trajes formais para não destoar.
Nota: Em 2011 a Raquel conseguiu 4 bilhetes em pé por 3€ cada um para Der Mantel/Gianni Schicchi. Valeu pelo preço, mas foi difícil aguentar toda a ópera em pé. Em 2014, com outro grupo, a Raquel viu La Nozze di Figaro na Neue Opernhaus (Theater an der Wien), uma sala menos impressionante, mas ficaram sentados por 28€.
Nationalbibliotehek: foi construída a mando de Carlos VI e tem mais de 8 milhões de obras. Deve-se admirar a Sala Imperial e os vários museus como o Museu do Papiro e o Museu do Globo Terrestre. Tem visitas guiadas, em inglês, às sextas, sábados e domingos (16h). O bilhete custa 21€, e chega-se até à biblioteca pelas linhas U1 e U3.
Albertina Museum:se gostam de arte, como Picasso ou Monet, têm de vir aqui. Se não querem ver arte vejam o edifício que foi a residência dos duques de Habsburg. Ao contrário de alguns palácios onde a mobília e objetos decorativos ficam amontoados, aqui há alguma leveza na decoração. O preço normal é de 19,90€, mas o combinado Albertina, Albertina Modern e Albertina Klosterneuburg custam 27€. O último só abre de abril a novembro.

Hofburg Museum: até 1918 foi o centro da monarquia, agora tem o mesmo papel na república. O museu de Sissi fica nos apartamentos de Estevão, ali estão expostos objetos da Imperatriz. Nos apartamentos imperiais podemos conhecer um pouco mais do casal mais famoso, Elisabeth e Franz Joseph. O preço é 20€.
Karlskirche: durante 25 anos esteve em construção a igreja que o Imperador Carlos VI prometeu ao povo. O fim da epidemia da peste de 1713, daria origem a um templo dedicado a São Carlos Borromeu, padroeiro da luta contra a peste. Fica em Karlsplatz (linhas U1 e U2). A entrada custa 9,5€.
Museumsquartier (Praça dos Museus): são 90.000m² e 60 instituições de arte contemporânea e cultural. Tem uma das fachadas barrocas mais compridas de Viena. Possui o Leopold Museum (19€), o Mumok (13€) e o Museu de Arquitetura (12€) no interior do Leopold.
Parlament (Parlamento Austríaco): também faz parte da renovação de Ringstrass. Parte do edifício foi destruído durante a II Guerra Mundial. Há várias visitas guiadas diárias e em várias línguas. A visita é gratuita, mas é preciso marcar. Linhas U1, U2, U3 e U4.
Palácio Belvedere: Foi a residência de verão do Príncipe Eugenio de Saboya. É neste museu que encontram a obra de Gustav Klimt, como o Beijo. Belvedere foi em tempos proprietário também da Mulher de Ouro, o retrato de Adele Bloch-Bauer. A sobrinha, herdeira da obra lutou judicialmente contra o governo austríaco para receber de volta a obra. Conseguiu e vendeu-a a Ronald Lauder para exibição na Neue Galerie de Manhattan. Divide-se em três edifícios, Upper (19,5€), Lower (16,5€) e 21 (9,30€). Podem comprar bilhetes combinados (29€ U+L, ou 32€ 3 em 1). Chega-se ao museu de elétrico.
Kunsthistorisches Museum: É um dos museus de história de arte mais famosos do mundo. Alberga obras do antigo Egipto e Grécia antiga até ao século XVII. Custa 21€ e as visitas guiadas em inglês e alemão custam 6€. Linhas U2 e U3. Fica em Ringstrass, perto de Museumsquartier.
Entre o Museu de História de Arte e o de História Natural fica a Praça Maria Teresa. No centro tem o Monumento homónimo inaugurado em 1888. Aqui acontece um mercado de natal de novembro a dezembro.
Naturhistorisches Museum: O museu de história natural possui obras únicas como esqueletos de dinossauros. Quando D. Leopoldina casou com o nosso D. Pedro V ou I do Brasil, o pai Franz II enviou uma equipa de investigadores para trazerem tudo o que pudessem do novo mundo. No regresso abriram um museu brasileiro temporário. Há uma escultura dum elefante à porta que será que representa um dos que portugal enviou para a Austria? Linhas U2 e U3. Fica em Ringstrass, perto de Museumsquartier e de Volkstheater. A Raquel foi em 2026 e apesar de ter algumas salas em manutenção é interessante. Na sessão das pedras preciosas o Brasil e o Sri Lanka brilham com várias pedras. Custa 18€.
Prater: foram campos de caça aristocratas até Josef II os ter doado, em 1766. Tornou-se num espaço de convivência com restaurantes e um parque de diversões. Wiener Riesenrad (a roda gigante) fica dentro do espaço. A roda é de 1897, para comemorar o Jubileu de Ouro do Imperador Franz Josef I. São 10€ para andar na roda gigante, um dos primeiros símbolos da cidade a ser reconstruído após os bombardeamentos da II Guerra Mundial (1945). Desde 2002 8 das cabines originais fazem parte do museu.


Spanische Hofreitschule (Escola de Equitação Espanhola):\ É a única instituição no mundo que continua a praticar a equitação clássica na tradição renascentista do Alto École (há 450 anos). É património cultural intangível da humanidade, da UNESCO. Vende vários tipos de bilhetes a partir dos 24€.
Neues Rathaus: No topo da torre da câmara de 97,9 metros de altura, existe o Rathausmann, que guarda a câmara. São 311 degraus para chegar ao topo da torre. Em 1985, as oficinas da fábrica de gás de Viena restauraram o Rathausmann. Criou-se na altura uma réplica que está em exibição no Rathauspark. As visitas guiadas são grátis e decorrem às segundas, quartas e sextas às 13h. Incluem visita a salas, à escadaria, as câmaras do conselho e do senado. Passámos aqui no ringue de patinagem de inverno para beber um chocolate quente.


Donaupark: como o ECR é no centro de congressos Austrien Center Vienna em Donaustadt (22º distrito) o Parque Donau é um local para fugir umas horas e nesse caso faz sentido visitar Donauturm, ou a Torre do Danúbio. A vista é panorâmica e vale a pena pagar os 18€. Sigam na linha U1.
Onde se alojar
O metro funciona bem, por isso o importante é escolher uma estação central que seja próxima de tudo. A Raquel vai variando de cada vez que visita Viena. Vamos sempre escolhendo pela relação oferta/custo. Há vários bairros que têm interesse, uns são mais centrais, outros mais caros.

Os melhores bairros são perto da Catedral, onde fica tudo e apesar de haver metro, autocarros e eléctrico também se circula bem a pé.
Inner Stadt (1º distrito)
Mais central será impossível, próximo da catedral, e na zona das antigas muralhas. Fica perto do Palácio Hofburg, da Ópera e a Biblioteca nacional.
Aqui temos um hotel de 5 estrelas que conhecemos porque já se tornou habitual ir ao 6º andar ao bar Onyx. O DO & CO Hotel é um hotel requintado com uma ótima vista para Stephandom.
Leopoldsadt (2º distrito)
Apesar de ficar do outro lado do rio Danúbio fica só a duas estações do percurso principal. Numa cidade com os transportes públicos como Viena, isso não é de todo um problema. Prater fica aqui. A Raquel já ficou deste lado em 2018 e em 2026.
Landstraße (3º distrito)
Continuamos nos arredores de Inner Stadt, por isso ainda muito central. O Palácio Belvedere fica aqui.
Wieden (4º distrito)
Aqui fica Karlzplatz, a praça principal entre a universidade técnica e a ópera. No primeiro ano da Raquel em Viena ficaram em frente ao Naschmarkt. A zona é mais económica, o hostel era novo e no mercado comia-se mais barato. Ficámos no Wombat’s City Hostel Vienna Nachmarkt num quarto com dois beliches para 4 pessoas e foi o suficiente. Era um hostel com alguma animação.
Mariahilf (6º distrito)
Divide o Nachmarkt com Wieden. O grupo Wombat’s tem aqui o Wombat’s City Hostel Vienna The Lounge.
Neubau (7º distrito)
Junto ao quarteirão dos Museus, uma zona cara.
Margareten (5º distrito)
Não é a opção ideal, mas ficando entre o 4º e 6º distritos e tendo metro perto tudo se faz. Ficámos no Park Apartments Wien e era confortável. O apartamento era como esperado, e próximo do metro.

Onde comer
No primeiro ano em Viena a Raquel e os colegas passaram sempre no Naschmarkt. Era barato, a oferta era grande e tinha um espírito de mercado agradável. Além disso era a dois passos do hostel. Partilhámos pratos, pedimos água da torneira para beber e fomos poupando assim. Experimentem o Neni Am Naschmarkt.
O melhor chocolate quente também era no Naschmarkt na Schokocompany. A tablete é colocada na caneca cheia de espuma de leite, deixa-se derreter e depois mistura-se. Em 2026 a Raquel não resistiu a comprar chocolate bebível para testar em casa, no Billa.
Em 2026 também a Raquel foi ao &Flora que pertence ao Hotel Gilbert. É um restaurante simpático com menu de almoço de 2 ou 3 pratos. Fica perto do Museumsquartier.
Uma boa escolha também foi o Boho Crust, uma pizzaria que serve as pizzas com uma tesoura e é suposto comer à mão. O serviço foi rápido, o menu tinha 30% de desconto, um sucesso.
A Raquel jantou no ZUM WEISSEN RAUCHFANGKEHRER. O restaurante faz parte do Guia Michelin e orgulha-se de ser sofisticado, mas tradicional. O menu inclui tártaro de carne, variações de carpaccio de carne bovina, cordeiro e vitela, Wiener schnitzel e cauda de alcatra cozida, bem como truta salmonada. Também servem um schnapps de alperce que vale a pena pedir. A Raquel comeu o carpaccio, o schnitzel com salada de batata e compota e o apfelstrudel.
A Raquel viveu na Suiça até aos 6 anos e ainda hoje não resiste a um cachorro de quiosque de rua, na Áustria temos a versão ideal, salsicha recheada com queijo, Käsekrainer. Há vários quiosques pela rua, como por exemplo perto da Ópera. Nós fomos ao Bitzinger, dizem que é o melhor, mas é o mais caro de certeza. A fila é relativamente rápida e é suposto saber o que pedir quando chegar a vossa vez. A salsicha vem dentro dum pão envolvida em ketchup e mostarda.
A tarte Sacher criada em 1832 por Franz Sacher para o príncipe Metternich. Devem ir ao Café Sacher no Hotel Sacher originalmente aberto pelo filho de Franz. O hotel continua a ser de gestão familiar. Só a tarte custa 10,9€, o menu (tarte com nata, agua e bebida quente custa 24€)
Para o strudel de maçã o destino é o Cafe Central. Aqui deve ser servido com molho quente de baunilha (9,50€) e nós gostamos de acompanhar com um chá ou chocolate quente (6,6€).

Há outras sugestões como Mraz und Sohn, Pramerl & the Wolf, Hausbar, Lugeck é gerido pela mesma família do Figlmüller, Bruder, The Palmenhaus é caro mas fica num sítio incrível.
Sair à noite em Viena
O Onyx bar é um bom local para começar a noite de forma sofisticada. Não será um consumo barato, mas vale pelo espaço.
Temos o Sky bar, também tem vista para Stephandom, que fica no terraço dum edifício.
Em Karlsplatz temos o Sass, um music club.
No Donaukanal temos Badeschiff, um barco bar.
Uma zona muito frequentada é o Bermuda Dreieck, Triângulo das Bermudas, perto do canal do Danúbio. Fica aqui o Hard Rock.
Há novas sugestões como: Hannelore, If Dogs Run Free, Blaue Bar, Kleinod, Top Kino, Das Loft Bar & Lounge e o krypt.
Como circular
O melhor é de transportes públicos, principalmente metro. Experimentem o elétrico circular.
Os bilhetes normais podem ser de 24, 48 e 72h e bilhetes de 7 dias. Não precisam de validar os passes de 24h a 7 dias mas precisam de andar com eles, caso haja uma “vistoria” aleatória. Antigamente eram raras, mas a Raquel em 2026 apanhou.
Também podem comprar Vienna City Card. Combina com descontos em atrações. Podem circular nos transportes públicos, e pode incluir transfer do aeroporto e autocarro hop-on hop-off. Opções de 24, 48, 72h ou 7 dias.
Uma das coisas que mais gostamos na cidade é a possibilidade de fazer check-in e drop-off da bagagem na estação de comboio. Utilizamos o city airport train e fazemos o check-in na estação Wien Mitte. Não há com todas as companhias, mas dá com Austrian, TAP, Croatia, Wizz, Lufthansa, Norwegian, Brussels, Eurowings, Swiss, Bulgaria Air e Luxair.
Podem ler o nosso artigo sobre como sair do aeroporto de Viena.
Este artigo pode conter links afiliados
365 dias no mundo estiveram em Viena diversas vezes



