Depois de dizermos o que fazer na capital austríaca, vamos organizar uma visita a Viena em 3 dias. Com mais dias podem visitar mais museus e mais espetáculos, podem conhecer mais da cultura austríaca. Com menos podem circular só pelo centro e visitar talvez um ou dois museus de maior interesse, mas uma visita de 3 dias já permite conhecer qualquer coisa.

Dia 1 – Ringstrasse
No primeiro dia vamos focar-nos na Ringstrasse (ou em todas as ruas que a formam, Stubenring, Parkring, Schubertring, Kärntner Ring, Opernring, Burgring, Dr. Karl-Renner-Ring, Dr. Karl-Lueger-Ring e Schottenring). No mesmo espaço têm o Palácio Hofburg, os Museus de História de Arte (21€) e o de História Natural (18€), a Câmara, o Parlamento (visitas marcadas, gratuitas), a igreja Votiv e o teatro Burg.
O Palácio Hofbourg foi a residência oficial de imperadores. Dentro ficam os apartamentos imperiais e o museu da Sisi. Custa 20€. Podem combinar 3 atrações imperiais: Palácio Schönbrunn + Museu Sisi com os Apartamentos Imperiais + Museu de Mobília de Viena. Custa 57€.
A igreja Votiv nasce após o ataque ao imperador mal sucedido de 1853, o museu custa 8€. É das igrejas da época mais importantes, o seu órgão é de E. F. Walcker e foi tocado pela primeira vez por Anton Bruckner em 1878.
O teatro Burg é o equivalente ao teatro nacional da cidade, foi criado em 1741. Os tectos são pintados pelos irmãos Klimt. As visitas guiadas custam 10€.

Os Museus de História Natural e de História de Arte ficam frente a frente com a Praça Maria Teresa no meio. À porta do Museu de História Natural temos a escultura dum elefante que queremos acreditar que remete ao nosso Salomão oferecido pelos reis de Portugal aos Imperadores Austríacos.
Podem ler o nosso artigo sobre a viagem do elefante em Portugal, roteiro de Saramago.
Perto encontram-se também a Biblioteca Nacional e o Museu Albertina, dentro de Hofburg. Será difícil visitar tudo, não só pelo tempo despendido, mas também pelo preços dos bilhetes. Escolham pelo vosso interesse pessoal. A biblioteca tem seis museus e podem compram um bilhete semanal por 21€. O Albertina custa 19,90€. O Albertina Modern custa 17,90€.
Nota: o museu tem 3 partes que podem ser visitados em conjunto, o Albertina, o Albertina Modern e o Albertina Klosterneuburg e custa 26,90€. Este último só abre de abril a novembro.
Sugerimos terminar o dia na Ópera, se possível a ver um espetáculo. A Raquel já assistiu em pé, é barato mas cuidado. As peças são muito longas. As visitas guiadas acontecem durante o dia e custam 15€, tem a duração de 45 minutos.
À noite se quiserem sair o Museumsquartier é um bom local.


A Raquel almoçou agora em 2026 no &flora (Hotel Gilbert). É bastante agradável e tem menu de almoço de 2 ou 3 pratos.
Dia 2 – Mozart e Sisi
Comecemos pela casa de Mozart (16€), de lá podem ir até à Catedral de São Estevão.
Há visitas guiadas e pode-se subir à torre da catedral de São Estevão. A visita completa custa 29€, a torre norte tem elevador e custa 7€ a torre sul tem 343 degraus e custa 6,50€. O bilhete completo inclui ainda a visita ao Museu Dom, visita às catacumbas e ainda audio-guia na visita à catedral. As duas primeiras visitas da Raquel à cidade foram sempre durante as obras da catedral. Se o dia 1 vos permitir podem visitar as duas coisas ainda no primeiro dia. A Raquel agora em 2026 visitou a catedral e vale a pena, a subida da torre sul é custosa. A vista no topo é impressionante e tem fotografias com legendas para saberem o que estão a ver. A torre foi um ponto de vigia. Se quiserem comprar os bilhetes e souvenirs no local levem dinheiro vivo.


Visitem a igreja de São Carlos (9,5€) e o Museu de Viena (8€). Em Karlsplatz apanhem o metro até o Palácio Schönbrunn. Aqui podem visitar também o Museu de Carruagens Imperiais (12€).
A igreja de são Carlos Borromeu vale a pena. Foi mandada construir por Carlos VI após o fim da peste negra. Tem um terraço.
O Palácio tem várias combinações de bilhetes. Pode ir dos 38 ao 69€. O passe clássico só na primavera. Não se esqueçam que neva no inverno, o que reduz a acessibilidade. Também se pode assistir ao strudelshow no Gerstner. A Raquel assistiu uma vez no inverno, quando ainda era feito pelo Café Residenz. Fechou em janeiro de 2024 e abriu agora pela mão da confeitaria Gerstner (Gerstner K. u. K. Hofzuckerbäcker Show).
Encerra de janeiro a março. Custa 19,90€. Há quatro horários 11, 12, 15 ou 16h.
Podem ler o nosso artigo com a receita de apfelstrudel.
Regressem a Karlzplatz e sigam até ao Naschmarkt para jantar e beber um copo.
Há quem recomende jantar no Figlmüller, para comer o schnitzel gigante.
A Raquel jantou no ZUM WEISSEN RAUCHFANGKEHRER. O restaurante faz parte do Guia Michelin e orgulha-se de ser sofisticado mas tradicional. O menu inclui tártaro de carne, variações de carpaccio de carne bovina, cordeiro e vitela, Wiener schnitzel e cauda de alcatra cozida, bem como truta salmonada. Também servem um schnapps de alperce que vale a pena pedir.
O Ski Bar tem vista para a Catedral e tem é uma solução.
Dia 3 – Klimt e Prater
Hoje é dia de Belvedere (29€ U+L, ou 32€ 3 em 1), visitem a obra de Gustav Klimt e os jardins do Palácio. Mas o museu tem 3 partes, Upper Belvedere (19,5€ no site), Lower Belvedere (16,50€) e Belvedere 21 (9,30€). Belvedere está aqui a durar uma manhã inteira porque é grande. É preciso reservar hora para visitar o Upper Belvedere (onde está O Beijo).

Sugerimos que sigam uma das três linhas circulares do elétrico, a 1 e 2 são mais turísticas, mas a 3 também é circular. A 1 é a ideal para chegar a Hundertwasser Krawinahaus. É um edifício de Friedensreich Hundertwasser, arquiteto austríaco, e uma espécie de Gaudi local. O arquiteto Krawina e o artista Hundertwasser juntaram-se neste primeiro projeto. Perto têm Kunst und Café e Kunst Haus, com o museu (16€). São dois edifícios fora da caixa, perto do rio.
Sigam para Prater, os antigos campos de caça imperiais. Andem na Roda Gigante (8€), um símbolo da cidade. O parque de diversões é criado em 1895 e Riesenrad surge em 1897. Durante a 2ª Guerra Mundial foi destruído grande parte do parque e depois reconstruído por iniciativa privada.
Atravessem para a Torre do Danúbio. A Torre abriu em 1964. A entrada custa 18€. A Linha U1 é a ideal.


Se quiserem um jantar em grande podem jantar na torre, senão, petisquem em Prater.
Podem ir beber um copo ao Das Loft. Tem uma vista porreira.
Nota importante: estes preços são reduzidos por serem comprados online. No local podem encarecer 2 a 3€. Geralmente menores de 19 anos não pagam nos museus públicos. Os estudantes precisam de mostrar comprovativo e ter menos de 26 anos.
Há coisas imperdíveis
O Palácio Schonbrunn para a Raquel é imperdível. Dependendo da época do ano podem também visitar os jardins.
Ir à Ópera. Escolham com antecedência e lembrem-se que ir é um acontecimento, exige indumentária cuidada.
Sugerimos que comam um strudel no Café Central e que bebam um copo no Onyx bar do DO&CO, agora em 2026 disseram-nos que o bar do momento é o Hannelore.

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8 Responses
Gostei das dicas. Viena é uma cidade cheia de atrativos, mas você conseguiu fazer um roteiro que abrange muita coisa
Obrigada Adriana.
Passei um fim de semana em Viena há muitos anos e fiquei morrendo de vontade de voltar, não consegui fazer nem um quarto do que queria! Fiquei apaixonada pela cidade, não achei nada esnobe ou altiva e amei o clima imperial haha
Também nós deixámos muito por fazer.
Este artigo é muito útil para planear uma viagem de 3 dias a Viena! Gostei especialmente das sugestões de museus e locais a visitar em cada dia. No entanto, fiquei com uma dúvida: qual é a melhor forma de se deslocar entre os diferentes locais mencionados no artigo? Existe algum passe de transporte público recomendado para turistas?
Como vamos em época de congresso, há um passe mais longo, mas pode-se comprar várias viagens ou vários dias de passe.
Que post maravilhoso assim como a cidade de Viena! Eu também passei poucos dias lá, mas voltaria com certeza!
Sim, Viena merece ser visitada várias vezes.