Ciudad Mitad del Mundo é o monumento mais visitado do país e foi construído com várias componentes para o tornar ainda mais apelativo. Representa uma pequena cidade criada como homenagem, tanto à expedição francesa que percebeu que a linha que dividia o planeta em duas partes iguais (“aequator”) passava ali, como à cultura do país. Há que deixar a nota que, apesar dos incas terem vivido no Equador pouco tempo, foi o suficiente para chegarem à mesma conclusão uns tempinhos antes do colonizador.
Vamos começar pelo ponto chave, a Mitad del Mundo não é bem na metade do mundo, ou seja, na linha do equador. Se abrirem o GPS do telemóvel, como nós fizemos, não é latitude 0º0’0″. Eles sabem disso, mas a diferença é tão pequena que não se torna importante.
O que fazer
Complexo Mitad del Mundo
A cidade começa por ter uma rua principal com os bustos de todos os navegadores da expedição francesa que provou que o meio da Terra era ali. À esquerda há museus e pavilhões e à direita réplicas de casas ancestrais, restaurantes, lojas, a estação, a praça do cacau e uma praça da cultura. A nossa primeira paragem foi para ver a maquete, no edifício Quito Colonial. A maquete é uma réplica feita por fotografias aéreas e de fachada em fachada. Foi engraçado encontrar o nosso hostel. Existe uma narração enquanto olham para a maquete.

Daí, seguimos para o monumento porque queríamos estar ao meio dia no topo.


O monumento tem 6 andares, sendo o último o da vista panorâmica (sobe-se de elevador e desce-se de escadas). De cima é possível ver a linha amarela que representa a “linha do equador” e os pontos cardeais. Os restantes andares apresentam os indígenas de cada região do país e os do topo mostram experiências que se podem fazer. Descobrimos que como a gravidade aqui é menor pesamos menos, e que aquela história da água do autoclismo girar em sentido contrário dos dois lados da linha é mito. É possível carimbar o passaporte, comprar souvenirs e tirar aquela foto típica no photobooth.

Como tínhamos full pass pudemos sair para almoçar e fomos a uma pizzaria (El Hornero) do outro lado da estrada. Já almoçados, fomos de GPS na mão descobrir onde era o verdadeiro 0º0’0″.

Há um segundo ponto apresentado como estando na linha, o museu Intiñan. O GPS do Tiago mostra que a linha também não passa neste museu. A linha é no meio da estrada (um dos pontos, claro). Voltámos à cidade e começamos a percorrer o resto, o pavilhão França, o planetário (não merece a visita, se já tiverem ido a outros), o pavilhão Equador, o pavilhão Cultural, a estação, as vivendas ancestrais, que são réplicas das casas indígenas, e a tão ambicionada praça do cacau, onde infelizmente só nos deram a provar uma mísera quantidade de pasta de cacau 70%. Esperávamos mais!


O nosso dia de visita foi um domingo e havia vários concertos e espetáculos de dança típicos. Estava movimentado, ou não fosse este o monumento mais visitado do país. Encontrámos em frente ao monumento a viajante da Coreia que fez connosco os 3 dias no salar de Uyuni. O mundo dos viajantes é pequeno, fazemos todos mais ou menos o mesmo.

Um dos nossos pontos preferidos terá sido a estação de comboios, uma réplica que homenageia a história ferroviária do país. As linhas de comboio começaram a ser construídas em 1872, no governo de Gabriel Garcia Moreno. Apesar de ter tido a sua importância, em 1975 foram abandonadas e substituídas pelo desenvolvimento rodoviário nacional. Em 2007 ocorre a sua reabilitação e são declaradas em 2008 monumento civil, histórico e testemunho simbólico. As imagens que vimos são bastante sedutoras, mas quando sabemos o preço duma viagem temos vontade de chorar, porque 4 dias de viagem custam 1650 USD. Desde 2020 as viagens estão suspensas.

Museu Intiñam
Também não é aqui que passa a linha do Equador. Apesar de terem uma placa que afirma 0º00’00”. Por isso decidimos não visitar.
Ensinam mais sobre a cultura equatoriana e factos sobre a linha do equador, como o equilíbrio do ovo e a água rodopiar em sentidos inversos dos dois lados. O efeito de Coriolis existe, mas não à escala de ser visto na linha do equador num lavatório, por isso se for essa uma razão para irem ver o museu escusam de ir.
Preço: 5USD
Não ao lado mas explorados pela empresa turística Mital del Mundo existem mais dois parques, o Jerusalem e o Cochasquí.
Parque Jerusalem
A 28km de Quito fica este parque que pretende proteger a floresta seca andina. Podem acampar, caminhar, mergulhar na piscina.
Há 7 trilhas relativamente curtas e podem observar aves.
Preço: 1USD
Parque arquelógico Cochasquí
A 50km de Quito encontram as Pirâmides de Cochasquí (15 pirâmides e 21 montes funerários). É um parque arqueológico preservado e que representa a cultura ancestral do país. As construções são de 1250 a 1530, na prática da mesma época que as construções ocidentais que conhecemos.
É possível dormir lá, tanto em tendas como em cabanas. Tem condições para fazer churrascos e podem conviver com os lamas ou fazer astroturismo.
Preço: 1USD.
O que levar
- Chapéu, se estiver calor e sol;
- Água, ou só a garrafa (podem encher no local);
- Protetor solar;
- Óculos de sol;
- Passaporte, se o quiserem carimbar;
- Comida, tipo snacks, o almoço dentro é caro;

Como chegar
É fácil, nós fomos a pé até à Avenida Mariscal e apanhámos o autocarro/ônibus/bus que diz Mitad del Mundo. A viagem custa 0,40 USD e dura cerca de 40 minutos. O autocarro vai sempre muito cheio e fizemos grande parte da viagem em pé. A cobrança é feita por cobrador, que só chegou até nós quase no fim da viagem. No regresso, o mesmo autocarro parou em Letícia e aí apanhámos um amarelo até ao centro. Este segundo não se paga, mas é o caos para chegar até à porta e entrar. Isto é um testemunho de 2017.
Também se pode ir em tour, mas a diferença de preço não compensa, a não ser que queiram mesmo ir em conforto. A Get Your Guide tem um Tour a 30€ (Quito: Excursão ao Meio do Mundo)
Quem tiver alugado um carro pode ir de carro, o percurso não parece complicado.
De taxi custará perto de 25 USD.
Pelo Quito Tour Bus, um autocarro de dois andares, custa 20 USD, incluindo a visita ao miradouro da cratera do vulcão Pululahua, e a entrada na Cidade Metade do Mundo, em bilhete full pass.
Onde se alojar
Em Quito, os transportes funcionam ao ponto de não necessitarem ter de se alojar mais perto das atrações.
365 dias no mundo estiveram 2 dias em Quito, de a 27 a 30 de Maio de 2017
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